Conteúdo

Há quase 70 anos, família italiana desembarcava no Brasil em busca de trabalho

4 de outubro de 2019
12h 40

O ápice da imigração italiana ocorreu entre 1880 e 1930. Só entre 1887 e 1908, cerca de um milhão de pessoas entraram no Brasil em busca de uma vida melhor e muitas conquistaram o objetivo por aqui. Foi o caso de Wanda Nicastro, hoje com 89 anos, que desembarcou com o filho de 18 meses, em 1953, um ano após a vinda do marido, que havia conseguido emprego com um tio que trabalhava no ramo da construção civil, em São Paulo. Ela representa uma comunidade que se espalhou principalmente pelas regiões Sul e Sudeste do País e que poderá reviver um pouco da própria cultura durante o 1º Festival do Imigrante, entre esta sexta (4) e domingo (6), com várias atrações no Centro Histórico.


A bordo de um navio, Wanda fez uma viagem de 16 dias, de Rossano, na Calábria, até Santos. Costureira na Itália, ela acabou assumindo o papel de dona de casa para cuidar dos filhos (teve mais dois no Brasil). Foram três anos morando na capital paulista, até que a família veio para a Baixada Santista, passando por São Vicente, Guarujá e, finalmente, Santos, onde comprou o apartamento em que mora até hoje.

A imigrante, que aprendeu o português no dia a dia, diz que não tem intenção de voltar à terra natal. Mesmo assim, garante não ter abandonado as raízes após os 66 anos de sua chegada. Visita a Itália com frequência e seu filho Rodolfo é vice-presidente da Società Italiana di Santos.

 

FESTIVAL


Durante o 1º Festival do Imigrante, a comunidade italiana poderá apreciar comidas típicas e conferir no sábado (5), a partir das 16h, as apresentações do tenor Germano Brissac e da soprano Fabiola Cariatti, que darão o concerto “Andrea Bocelli Duo - La Storia in Concert”, e do Ballet Ana Rennó (dança folclórica).

 

Santos, a maior porta de entrada de imigrantes do Brasil 

Portugueses

Gregos

Japoneses

Libaneses

Ingleses

Espanhóis

Franceses

Alemães

Cabo-verdianos