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Após a Segunda Guerra Mundial, família britânica encontra recomeço em Santos

1 de outubro de 2019
16h 47

A imigração de ingleses para o Brasil atingiu seu ápice após a Segunda Guerra Mundial, por volta de 1950, quando o Reino Unido entrou em crise e muitos habitantes tiveram que buscar um recomeço fora da terra natal. 

“Nossa cidade abrigava um porto da Marinha Inglesa e por isso foi alvo frequente de bombardeios”, conta o inglês Robert Thomas, 73 anos, que desembarcou no Porto de Santos em 1953, na companhia da mãe. Para ele e outros vários representantes da colônia inglesa em Santos, o 1º Festival do Imigrante, que ocorrerá entre esta sexta (4) e domingo (6), será uma viagem no tempo, repleta de histórias de superação.

Foi no trocar de cartas com amigos ingleses residentes em Maringá, no Paraná, que o pai de Robert, então militar, viu a possibilidade de ganhar a vida no Brasil ensinando o idioma estrangeiro. O inglês chegou ao País dois anos antes do filho, em 1951, se estabeleceu em São Paulo e aguardou a chegada da esposa e de Thomas, vindos da cidade de Plymouth, sudoeste da Inglaterra.

Os pais de Robert trabalhavam numa escola de inglês na Capital, cujo proprietário desejava abrir uma filial em Santos e deixá-la aos cuidados da família Thomas. “Assim que descemos a Serra do Mar para conhecer a Cidade, vimos o oceano e aquele céu azul. Nos apaixonamos na hora”, conta. Após alguns anos na unidade santista, a família encontrou condições de abrir sua própria escola e, em 1968, fundou a Thomas English Center, localizada no bairro Aparecida, onde Robert e a mãe, Isa, dão aulas até hoje.

 

FESTIVAL

Além de comidas típicas do Reino Unido, a programação do 1° Festival do Imigrante ligada à comunidade terá apresentação da Escola Livre de Dança de Santos, com o sapateado irlandês, no domingo (6), a partir das 15h.

Santos, a maior porta de entrada de imigrantes do Brasil. 

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