Mutirão conclui varredura no Campo Grande, em Santos, com mais 1,7 mil imóveis visitados
A segunda parte do Mutirão de Combate ao Aedes aegypti no Campo Grande, em Santos, nesta quarta (3), teve 1.710 imóveis visitados e 45 focos com larvas eliminados.
Com a chegada do fim de ano, Ana Paula Favoretto, chefe de atividades técnicas do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), destacou que é importante a conscientização seguir firme pelo aumento na circulação de pessoas e turistas na Cidade.

“Com esse aumento de circulação, os cuidados devem ser redobrados. É um trabalho de sensibilização, para não esquecermos que temos essa obrigação de cuidarmos do nosso ambiente e da nossa casa. O munícipe nunca deve esquecer que o ciclo de nascimento do mosquito é durante a semana, então sempre triar os 10 minutos semanais pra cuidar de casa; limpar o quintal e outros locais que o mosquito possa proliferar”.
RECUSAS
Nesta quarta, em 206 locais a entrada dos agentes foi recusada. Por isso, Ana Paula espera que a população busque saber mais do trabalho dos agentes para que este número diminua. “A partir do momento que o munícipe abre a porta e descobre o nosso trabalho, recebe orientações, amplia o olhar relação às arboviroses. Quando absorve esse conhecimento, há uma mudança de comportamento”.

Liberte Furtado, residente de um dos imóveis visitados, afirma que “a dengue é um problema crítico de saúde’. “Só pelo fato de vocês estarem aqui, nós temos o vislumbre da preocupação da Prefeitura. As pessoas podem não desconfiar de que pode ter algum foco dentro da própria casa”.
BALANÇO
Considerando os 41 mutirões realizados neste ano, foram eliminados 1.918 focos com larvas de mosquito e registradas 2.931 recusas de entrada dos agentes aos imóveis nos mutirões.

Santos contabiliza 4.675 casos de dengue, com 5 óbitos, e 400 casos de chikungunya em 2025.
VACINAÇÃO
A vacinação contra a dengue continua, voltada para crianças e jovens de 10 a 14 anos. São duas doses necessárias para completar o esquema vacinal, a segunda aplicação é realizada 90 dias após a primeira. A vacina está disponível nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9 às 16h.
ESTRATÉGIAS PERMANENTES
Casa a Casa - programa de visitação de rotina aos imóveis
Mutirão - varredura realizada semanalmente em algum bairro da Cidade
Visitas aos imóveis especiais e pontos estratégicos - locais visitados mensalmente ou quinzenalmente, a depender da necessidade. Imóveis especiais: grande circulação de pessoas - escolas, hotéis, shopping centers. Pontos estratégicos: mais risco de criadouros - borracharias, oficinas, ferros-velhos, cemitérios, obras
Nebulização - aplicação de inseticida no entorno da residência de pessoa infectada para combater o mosquito já na fase adulta, quando está transmitindo as doenças
Armadilhas - Santos possui 481 armadilhas distribuídas por toda a Cidade, monitoradas semanalmente, que mostram o índice de infestação de mosquito no local
Acompanhamento epidemiológico - notificação e investigação de todos os casos de doenças transmitidas pelo Aedes pela Vigilância Epidemiológica
Atividades Educativas - atividades educativas nas ruas, escolas, palestras em empresas e instituições, pedágios em diferentes pontos da Cidade, participação em eventos, estandes temáticos e reuniões em condomínios
Monitoramento com drones em locais de difícil acesso
Formação de equipes de brigada contra o mosquito Aedes aegypti em escolas municipais e estaduais
Atendimento a denúncias - feitas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 162 ou pelo site https://egov.santos.sp.gov.br/somweb/
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS