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Feira das ciências valoriza ancestralidade e inspira dicionário poético em escola de Santos

Publicado: 10 de novembro de 2025 - 12h28
Atualizado: 10 de novembro de 2025 - 14h08
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A UME Edméa Ladevig (Gonzaga) realizou feira das ciências com projetos que mostraram protagonismo dos alunos e criatividade em sala de aula.

Entre os destaques, o trabalho do 9° ano, desenvolvido a partir de um projeto de pesquisa sobre a formação do português falado no Brasil, que conectou o conhecimento científico à valorização da diversidade cultural e linguística do país. 

Os alunos se inspiraram na obra Latim em Pó, de Caetano Galindo, e em vídeos da EducaSantos TV, como o que aborda os quilombos de Santos, com destaque para o do Pai Felip e Jabaquara.

A pesquisa também explorou a influência dos nomes de origem indígena na região, como Urubuqueçaba, Itanhaém, Mongaguá e Piaçaguera. 

DICIONÁRIO

Com base na obra O Livro dos Ressignificados, de João Doederlein, os estudantes criaram definições poéticas para palavras de origem africana e indígena, resultando em um "dicionário poético" ilustrado pela aluna Antonela Tenente Relva, do 9° ano B. Para ela, participar do projeto foi uma vivência transformadora. 

"Foi uma experiência muito única, porque eu me senti realmente vista. Foi a primeira vez que desenhei figuras indígenas e africanas, e pesquisar essas culturas foi muito bonito", contou Antonela. 

Para a mãe da aluna Isadora Schmidt, Érika Schmidt, a feira surpreendeu pela criatividade e sensibilidade dos trabalhos apresentados. "Achei tudo muito lindo. A sala da ancestralidade foi a que mais me impressionou, me lembrou a bienal, com aquelas palavras flutuantes, tudo muito bem-feito. Os professores estão de parabéns".

 

Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos do ODS