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Mutirão no São Manoel recolhe 62 toneladas de material descartável

Publicado: 7 de março de 2010 - 18h00
Atualizado: 16 de janeiro de 2018 - 19h00

Os moradores do São Manoel tiveram um domingo diferente, no último dia 7. Logo cedo, eles foram acordados por um batalhão de pessoas seguidas de caminhões, retroescavadeiras e até barcos, que percorreram ruas, terrenos baldios, residências, canais e valas, num arrastão contra o mosquito transmissor da dengue. Um carro de som avisava sobre a operação que
envolveu mais de 200 pessoas e que recolheu mais de 62 toneladas de material descartável.

A base da operação foi na UBS (Unidade Básica de Saúde) do São Manoel e Piratininga (Praça Nicolau Geraigire s/nº). De lá, os grupos saíram em direção às áreas com maior incidência de casos. No caminho, os funcionários da Secretaria de Serviços Públicos e Terracom foram recolhendo entulhos, pneus, lixo, resto de materiasis de obras, e até carros abandonados. Alguns focos do mosquito Aedes Aegypti foram localizados no meio desses entulhos, que acumulavam água.

Enquanto as equipes realizavam a limpeza, os agentes e técnicos do programa de Controle e Prevenção à Dengue, da SMS (Secretaria de Saúde) vistoriavam as residências em busca de focos do mosquito e davam orientação aos moradores. Houve boa receptividade por parte de alguns, mas outros, ainda se mostraram resistentes às ações preventivas, não permitiram a entrada dos agentes.

Na Rua João Carlos da Silva, onde foram encontrados vários focos do mosquito da dengue, o morador Fabrício Gomes Jr, avaliou: “Há muito lixo acumulado por aqui e as pessoas, apesar de tanta informação, não se conscientizam dos perigos”.

Se por um lado os adultos ainda resistem ás informações, as crianças do bairro estão afinadas. É o caso dos irmãos Regis Vinícius, de 6 anos, e Kawani Íris, de 12. Eles sabiam na ponta da língua as formas de prevenção e garantem que aplicam os ensinamentos em casa.

Nas imediações da praça Nicolau Geraigire, foram encontrados mais focos do Aedes Aegypti, mas na casa da aposentada Maria Amélia Cipriano o mosquito não se desenvolve. “Eu tomo muito cuidado, verifico sempre os
vasos de plantas, as calhas do telhado e, recentemente, "tirei" até a piscina das crianças para evitar problemas”. Os agentes da dengue comprovaram tudo durante a vistoria ao imóvel.

Os mutirões ainda vão percorrer vários bairros de Santos e os moradores serão avisados com antecedência para colaborar com as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Atualizado em 10/03/10, às 15h35