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Santos amplia combate a roedores na orla

10 de dezembro de 2019
16h 36

A quantidade de desratizações na orla da praia de Santos já aumentou 37% em 2019 em relação ao ano anterior – foram 519 ações, com o uso de 62 quilos de raticida. Em 2018, ocorreram 380 ações e 55 quilos utilizados.

Considerando o total de desratizações na Cidade, que incluem também outras vias públicas e próprios municipais, o número em 2019 foi de 3.444 com 670 quilos de raticida. Nesta segunda-feira (9), os agentes de controle da Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz), da Secretaria de Saúde, retomaram a desratização na orla, por onde prosseguirão nos próximos dias.

A programação regular de desratizações na orla prevê ações a cada três meses, porém em 2019, desratizações foram realizadas nos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho, agosto e outubro.

Não é coincidência que as ações tenham sido realizadas principalmente nos meses relacionados ao verão e início do outono: o maior inimigo do combate aos ratos na orla é a oferta de comida, que se amplia nos meses de maior movimentação na praia. Jogar restos de alimentos corretamente no cesto e evitar que se formem migalhas são bons passos para diminuir a proliferação dos ratos.

Ao se alimentarem mais, os ratos têm aumentada a sua capacidade reprodutiva: uma gestação dura em média apenas 30 dias e, em apenas uma cria, podem nascer até 12 filhotes.

“As pessoas têm que tomar cuidado com o descarte e armazenamento correto de lixo. Os ratos têm um faro muito apurado e percebem a disponibilidade de alimento a uma longa distância. Quando há oferta maior de alimento em um local, tendem a formar uma colônia nas proximidades”, explica Laerte Carvalho, veterinário da Sevicoz. Pesquisa realizada recentemente pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) identificou que os usuários das praias santistas não identificam os restos de comida como lixo, pois acreditam que os compostos orgânicos tendem a se decompor e, por isso, não seriam poluentes. O que esquecem, no entanto, é que são esses rejeitos que atraem para o ambiente de praia animais que transmitem doenças aos seres humanos como pombos, ratos e baratas.

PROCEDIMENTO

Nos jardins da orla, os agentes identificam as tocas onde os ratos se escondem. Lá são depositadas as iscas, cubos azuis formados em sua maior parte por um composto de cereais, mas que também contém o brodifacoum, anticoagulante responsável por levar vários ratos de uma mesma toca a óbito de forma gradual.

Nenhuma isca fica exposta, evitando assim que ocorram ingestões acidentais do veneno por crianças ou cães, por exemplo. Em bueiros onde são identificados esses animais, também são depositadas. “O rato morre de cinco a dez dias após comer a isca. Não é usado produto que cause uma morte rápida porque os ratos são muito bem adaptados e têm a capacidade de relacionar a ingestão da isca com a morte, quando esta ocorre de forma imediata”, explica o veterinário da Sevicoz.

DENÚNCIAS

Munícipes que identifiquem o descarte irregular de lixo e de restos de comida na região da orla, bem como a proliferação de roedores, podem entrar em contato com a Ouvidoria e registrar uma ocorrência. O setor atende de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h, no Paço Municipal (Praça Mauá, s/nº - térreo) e pelo telefone 162, além da Internet.