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Inscrições para as oficinas do Festival do Imigrante de Santos abrem nesta sexta

19 de setembro de 2019
17h 00

A Secretaria de Turismo (Setur) abre nesta sexta, às 10h, as inscrições para as cinco oficinas a serem realizadas no Museu Pelé (Largo Marquês de Monte Alegre, 1), durante o 1º Festival do Imigrante de Santos, de 4 a 6 de outubro, no Valongo. As atividades, com vagas limitadas, são gratuitas e os interessados devem preencher as fichas disponíveis no Portal de Turismo de Santos .

No dia 5, das 14h às 15h, haverá oficina de origami, a milenar arte japonesa da dobradura de papel, com dez vagas, e, das 15h às 16h, oficina de shodô, caligrafia à mão de ideogramas, com 30 lugares. Já no dia 6, das 11h às 12h, é a vez do mangá, o HQ japonês, para 16 interessados; das 14h às 15h, origami (10 vagas); 15h às 16h, shodô (30 vagas); 16h às 17h, danças circulares (20 vagas), e, das 17h às 18h, oficina de flamenco, com 20 lugares.

O festival contará com programação diversificada para todas as idades e participação de dez nacionalidades. A abertura será às 18h do dia 4, com a chegada do Bonde das Nações à Estação do Valongo, que desde as 17h circulará com representantes portando bandeiras e vestimentas típicas da Alemanha, Espanha, França, Grécia, Itália, Japão, Portugal e Reino Unido, além dos países árabes e do continente africano. A comunidade de Cabo Verde, arquipélago africano, também estará representada nesse bonde. Na sequência, haverá a abertura da Praça Gastronômica e, às 20h, show Rita Lee, com a cover oficial Nyna Lee & Rock’nboles.

Durante dois dias, o público terá à disposição música, danças típicas, balé, visitas monitoradas à oficina dos bondes e aos carros ferroviários históricos, mostra de filmes estrangeiros, artesanato criativo, atrações infantis e as oficinas. O evento marcará também a inauguração do bonde japonês, doado pelo governo de Nagasaki em 2014 e recuperado pela CET - ele será o 7º elétrico da frota do Museu Vivo Internacional do Bonde.

OFICINAS

A oficina de dobradura de papel estará a cargo da origamista Mineko Ebihara. Essa arte utiliza vários tipos de dobras diferentes para criar desde formas geométricas simples a desenhos e outros formatos mais complexos. A prática apresenta vários benefícios, a exemplo da concentração, coordenação, disciplina e criatividade. De origem japonesa, a palavra é formada por ‘ori’, que significa dobra, e ‘kami’, papel.

Riko Matsushita coordenará a oficina de shodô, a arte da caligrafia de caracteres japoneses utilizando pincel e sumi (tinta à base de carvão), escritos sobre papel washi (papel de arroz). Essa técnica valoriza a forma de manusear o pincel, as tonalidades da tinta, posicionamento das letras e o significado que assumem.

Construir um personagem, do esboço ao acabamento em grafite, é a proposta da oficina de mangá, sob orientação de Leandro Altafim. A exemplo da origamista, ele é responsável por cursos na Associação Japonesa de Santos.

Já a oficina de danças circulares ficará a cargo de Augusto Cesar Vassilopoulos (Augusto Grego), enquanto a de flamenco, com a bailarina e professora Denise Santoro, também coreógrafa e produtora, especializada em 1993 nessa dança. Ela estudou ainda em Buenos Aires, além de Sevilla, Córdoba, Cadiz, Granada, Jerez de La Frontera. Denise criou uma metodologia de ensino para a formação de profissionais da dança flamenca em parceria com a Escola Pulsart –Arte em Movimento, onde é coordenadora e artista docente do curso de Flamenco em São Paulo.

Com 32 anos de experiência em diversas linguagens da dança, o professor Augusto Grego é fundador, coordenador, coreógrafo e dançarino do Grupo Apolo de Danças Gregas. Doutor em Literatura, autor e pesquisador, ele mostrará, na oficina, as danças circulares folclóricas e populares da Grécia, da Antiguidade até a forma mais urbana, passando pela ciranda rural da Idade Média. Durante a atividade, haverá a contextualização histórica das danças.