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Capinação e raspagem atingem 5 mil km de vias em dois anos

9 de setembro de 2018
12h 00

CAMILLA COSTA

Uniformizados nas cores amarelo e azul, 114 homens percorrem as ruas da Cidade, de segunda a sábado, faça chuva ou faça sol, para cumprir o serviço de capinação e raspagem. Desde 2016, quando o serviço passou a ser intensificado devido à proibição do uso do inibidor de crescimento, as equipes percorreram 5.400km de vias (guias e sarjetas), o que equivale à distância de São Paulo até San José, na Costa Rica.

Eles são os funcionários da Terracom, empresa contratada pela Prefeitura, para manter a limpeza das vias públicas e evitar a proliferação de mosquitos e animais rasteiros. Há dois anos e meio, o serviço foi intensificado como parte do mutirão de zeladoria e, atualmente, é integrante da Operação Cuidando de Santos. A manutenção é realizada periodicamente conforme a programação da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp). Por dia, são recolhidas quatro toneladas de mato e terra.

Segundo os próprios funcionários, os passeios mais difíceis de trabalhar são os desenhados pelo piso do mosaico português e as sarjetas ou vias de paralelepípedos. “Antes, os trabalhos eram repetidos há cada seis meses nas vias, mas agora conseguimos estabilizar a periodicidade para cada dois meses e, com o mato mais baixo, o serviço rende mais”, explica o coordenador de Serviços Públicos Flavio Morgado.

Os homens são divididos em equipes, cada uma com um fiscal, ajudantes e um motorista do caminhão que recolhe os resíduos. Na Zona Leste, atuam quatro delas, cada uma com 15 homens; na Zona Noroeste são duas equipes, cada uma com 15 funcionários; nos morros trabalham mais duas, cada uma com 12 pessoas. Nas ruas, eles usam pá, enxada, carrinho, vassourão e uma ferramenta adaptada para retirar o mato sem quebrar a calçada. “É um serviço trabalhoso porque não é mecanizado e os funcionários trabalham abaixados e ajoelhados enquanto o outro colega vai recolhendo”, diz o coordenador Morgado em reconhecimento ao desempenho das equipes.

“Tenho prazer no que faço. Conheço o trabalho do meu pessoal; eu já fui ajudante e gosto de fazer parte dos que cuidam da limpeza da Cidade”, revela Cleiton Marcos Rodrigues, 51 anos, fiscal de uma das turmas da Zona Leste, durante o trabalho na Rua Padre Anchieta, no bairro Macuco, na quarta-feira (5).

ESSENCIAL

Morgado ressalta a importância do trabalho da capinação e raspagem em dias de chuva. “O serviço torna-se essencial nas sarjetas, porque a retirada do mato e da terra facilita o escoamento mais rápido das águas para as bocas de lobo”.

A aposentada Ingridt Sievert, 67, mora na Rua Padre Anchieta e, diariamente, caminha várias vezes pelas calçadas para passear com seu cachorro. A diferença no visual que o serviço oferece é muito importante na opinião dela. “Os passeios ficam mais limpos e o trabalho também nos dá a sensação de cuidado. Com o mato parece que a rua está desvalorizada e abandonada”.

CURIOSIDADE

Ano 2016 - 3.194 km percorridos nas vias com capinação e raspagem (distância aproximada de São Paulo até Porto Velho, capital de Rondônia)

Ano 2017 - 1.217 km percorridos nas vias com capinação e raspagem (São Paulo – Pelotas - RS)

Ano 2018 - 989 km percorridos nas vias com capinação e raspagem (São Paulo – Goiânia - GO)

 

Fotos: Raimundo Rosa

 

Galeria de Imagens

Material removido da capinação e raspagem que está amontoado no chão é transferido para caminhão por um funcionário. #Pracegover
Funcionários capinam canteiro agachados. As pás estão no chão. #Pracegover

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