Santos é organizada por macrozonas de ocupação
De acordo com o Plano Diretor, instituído pela Lei Complementar nº 181 de 8 de novembro de 2022, Santos está organizada em cinco macrozonas, que agrupam regiões com características urbanas, ambientais e de serviços semelhantes. Essa divisão permite que o Município planeje, controle e direcione o uso do solo, a ocupação urbana, a infraestrutura e a preservação ambiental de forma mais adequada.
MACROZONA CENTRO – ONDE COMEÇOU A OCUPAÇÃO DE SANTOS
O Centro é o berço de Santos e guarda parte da memória da Cidade. Ali estão marcos históricos como o Outeiro de Santa Catarina, a Alfândega, o Palácio José Bonifácio, a Catedral, os teatros Coliseu e Guarany, o Santuário Santo Antônio do Valongo, a Bolsa de Café, o Museu Pelé, a Casa da Frontaria Azulejada, entre outros.
Hoje, o bairro também concentra novos equipamentos, como o Parque Valongo, resultado da revitalização de antigos armazéns do cais, que transformou a área em um polo de eventos. Com suas construções preservadas e a linha turística do bonde, o Centro é cenário frequente de produções audiovisuais. Além disso, concentra repartições públicas, comércio, serviços, campus universitário e cerca de mil moradores, mantendo-se como coração administrativo e cultural de Santos.
MACROZONA LESTE – VERTICALIZADA E CHEIA DE ATRATIVOS

A Zona Leste de Santos reúne história, tradição e modernidade. Formada por bairros como Embaré, Aparecida, Gonzaga e Ponta da Praia, cresceu a partir da expansão do Porto e hoje concentra cartões-postais da Cidade. Entre seus marcos estão a Basílica de Santo Antônio do Embaré, a Caixa d’Água da Aparecida, a Pinacoteca Benedito Calixto e o lendário estádio da Vila Belmiro.
A orla, embelezada pelo maior jardim de praia do mundo, ostenta os famosos prédios tortos, símbolos da verticalização iniciada no século 19. Hotéis históricos, como o Atlântico e o Parque Balneário, convivem com novos empreendimentos e centros culturais, fazendo da região um espaço que une patrimônio, turismo e modernidade.
MACROZONA NOROESTE – A REGIÃO MAIS NOVA EM PLENO DESENVOLVIMENTO

Com cerca de 80 mil moradores distribuídos em 16 bairros, a Zona Noroeste é a mais jovem de Santos e uma das que mais crescem. Urbanizada a partir da década de 1970, tornou-se símbolo de superação e transformação. Na região se encontram importantes equipamentos e instituições, como o Jardim Botânico, Parque dos Mangues, Arte no Dique e Sesi, além de ser berço de tradições culturais e esportivas.
Nos últimos anos, recebeu investimentos em infraestrutura, habitação, saneamento e áreas de lazer, consolidando-se como território dinâmico e estratégico para o futuro da Cidade, que alia desenvolvimento urbano, qualidade de vida e valorização comunitária.
MACROZONA MORROS – AS BELEZAS DA CIDADE ALTA

Os morros de Santos guardam séculos de história, fé e resistência. No Monte Serrat, que homenageia a padroeira da Cidade, a tradição lembra o milagre que salvou santistas da invasão pirata no século 17. No Jabaquara, o quilombo de Quintino de Lacerda marcou a luta abolicionista. Historicamente povoados por portugueses, nordestinos e comunidades tradicionais, os morros reúnem diversidade cultural, samba, culinária e religiosidade.
Entre seus atrativos estão a Lagoa da Saudade, na Nova Cintra, e o bondinho funicular do Monte Serrat, com vista panorâmica. Hoje, a região se integra ao Parque dos Morros, área de preservação ambiental e ecoturismo, onde cerca de 35 mil moradores vivem em meio à história, à natureza e à vida com jeito de cidade interiorana.
MACROZONA CONTINENTAL – ECOTURISMO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Com 85% do território santista e a menor densidade habitacional da Cidade, a Área Continental é um verdadeiro santuário natural, com mais de 70% de Mata Atlântica intocada. A região reúne dez bairros de forte identidade cultural, como as ilhas Diana, reduto caiçara de pescadores, e a Barnabé, voltada à atividade portuária.
Sua ocupação remonta ao século 16, com o Sítio Madre de Deus, considerado um dos primeiros do Brasil. Hoje, oferece atrativos de ecoturismo e aventura em áreas como Caruara, Monte Cabrão e Quilombo, firmando-se como território de preservação, memória e contato direto com a natureza.