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Programa Mãe Santista orienta profissionais para atendimento e cuidados com as gestantes

Publicado: 22 de maio de 2026 - 11h46
Atualizado: 22 de maio de 2026 - 12h02

Integrando as comemorações de 13 anos do Programa Mãe Santista, profissionais responsáveis pelo projeto participaram, nesta quinta (21), na Policlínica Jabaquara, de conversa para falar sobre o pré-natal, potencializando as consultas e abordando dificuldades e ganhos ao longo dos anos.

“Buscamos melhorar toda linha de assistência materna-infantil, articular toda a rede que tem contato com as gestantes, melhorar os protocolos visando sempre a qualidade do atendimento e consequentemente diminuir a mortalidade materna e infantil”, destacou Milene Mori, enfermeira do Grupo Técnico de Saúde da Mulher.

No ano passado, a Secretaria de Saúde realizou uma aproximação com as maternidades particulares, já que todos os desfechos pós-parto de moradores integram os dados oficiais do Município. Para 2026, a aproximação se dará junto às operadoras de plano de saúde e profissionais de obstetrícia - que promovem e acompanham a realização de pré-natal na rede particular.

A enfermeira destacou a importância de homenagear os enfermeiros, em alusão ao Mês da Enfermagem. “Importante sempre melhorarmos a assistência, monitorar as ações e a rede, realizar as articulações e conversas com todos os profissionais. Temos duas maternidades excelentes para assistência ao parto, 35 unidades de saúde da atenção primária e o Instituto da Mulher; que realiza o pré-natal de alto risco. Então temos uma rede articulada e todos com o mesmo objetivo, conseguindo transmitir nossas informações para as gestantes”

INDICADOR

Daniela Lopes Homenko, médica ginecologista do Grupo Técnico de Saúde da Mulher, destacou sobre os óbitos de recém-nascidos e os caminhos que levam para um desfecho desfavorável. “Um óbito é sempre um indicador importante para o município investigar a causa e buscar a melhora no sistema para garantir a saúde das outras próximas gestantes”.

A profissional também destacou as diferentes questões socioeconômicas de mulheres grávidas, que influenciam na gestação, e em alguns casos podem provocar a prematuridade, como uso de substâncias tóxicas ou a permanência em moradias irregulares. Além disso, caso o recém-nascido que sobreviva a prematuridade, existem chances de que ele adquira alguma sequela.

O enfermeiro William Marques Fioratti, Chefe da Seção de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Santos, destacou sobre a importância da vacinação materna, sendo uma estratégia de proteção individual e coletiva.  “O bebê recebe anticorpos maternos ainda intraútero, garantindo proteção nos primeiros meses de vida de algumas doenças e infecções”.

ATENDIMENTOS

Em 2025, 1.598 gestantes foram atendidas pelo programa e, neste ano, já somam 492. A Escola da Família, que integra gestantes e sua rede de apoio nas unidades sobre os principais cuidados com a saúde do binômio mãe-bebê, soma 22.181 participantes, sendo 3.650 em 2025 e 1.174 em 2026.

O PROGRAMA

Em atividade desde 11 de maio de 2013, o Mãe Santista abrange diversas iniciativas que oferecem amplo apoio às gestantes, do pré-natal ao pós-parto, incluindo o acompanhamento do desenvolvimento do bebê até os dois anos de idade.

É também um instrumento de conscientização sobre a importância da realização e acompanhamento dos exames ao longo da gravidez, sendo considerada o principal responsável pela redução da mortalidade infantil em Santos.

O programa segue as diretrizes do Ministério da Saúde, por meio da Rede Alyne. Para mais informações, visite https://www.santos.sp.gov.br/?q=hotsite/mae-santista

 

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS