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Perfil construtivo revela arquitetura variada

Publicado: 6 de janeiro de 2026
13h 53

Santos reúne um inventário de estilos arquitetônicos que contam suas histórias econômica, cultural e social. A diversidade nasce por ser um dos principais portos do Brasil e ponto estratégico de entrada e saída de pessoas, mercadorias e ideias. Cada grupo de imigrantes trouxe consigo seu olhar, técnicas construtivas e gostos estéticos próprios.

O barroco é um dos destaques da Arquitetura em Santos. Pode ser observado, por exemplo, na Igreja da Ordem Terceira do Carmo (inaugurada no século XVIII, no Conjunto do Carmo), na Praça Barão do Rio Branco, no Centro Histórico. O conjunto arquitetônico formado com a Igreja da Ordem Primeira é considerado um dos ícones do patrimônio barroco do País.

Também no estilo barroco, a Igreja de Santo Antônio do Valongo, fundada em 25 de janeiro de 1640, está localizada no Largo Marquês de Monte Alegre e conta com obras de arte.

Menos difuso do que o barroco, o neogótico pode ser visto na Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré (Avenida Bartholomeu de Gusmão, 32), inaugurada em 1945. Apresentando arcos ogivais, rosáceas e vitrais, teve projeto elaborado pelo arquiteto Maximilian Emil Hehl - autor que projetou a Catedral da Sé de São Paulo.

MURETAS

Estilo dos anos 1920 e 1930, o art déco também se faz presente em Santos - não apenas em edificações de órgãos públicos. Pode ser encontrado nas tradicionais muretas, no Prédio da Alfândega (erguido em 1934 na Praça da República), prédio da Sabesp (Avenida São Francisco, 128, Centro Histórico) e até na caixa d'água localizada no número 1.728 da Avenida Pedro Lessa, na Aparecida.

As gêmeas quadradas, com um círculo interno, deixaram a orla e avenidas para serem tatuadas e perpetuadas na pele de inúmeros santistas. Estamos falando das muretas que - pesando entre 80 kg e 100 kg, com 1,1m de comprimento, por 52 centímetros de largura e sete centímetros de espessura - se transformaram em um dos principais símbolos de Santos. Elas compõem as paisagens da orla e nos canais.

A criação deste elemento decorativo para esse muro nasceu em 1941, com o chefe do Departamento de Obras Públicas da Prefeitura, Carlos Lang, que queria tornar Santos mais atrativa turísticamente. Não se sabe quem foi o autor do traçado das peças inspiradas no estilo art déco. Mas o projeto das muretas foi aprovado em 1943 e elas foram concluídas em 1945.

 

As epidemias do final do século XIX e início do século XX tiveram influência na Arquitetura santista, devido à necessidade de demolição de cortiços no Centro e Valongo. Para colocar um fim a essa insalubridade, foram construídos, especialmente no Marapé e Jabaquara, os "chalés de Santos", dando um fim aos insalubres cortiços que eram habitados por trabalhadores mais humildes.

Santos não seria a mesma não fossem as ousadas ideias de um autodidata: o empresário Artacho Jurado, nascido na Capital em 1907. Duvida? Levante a cabeça e tente não se hipnotizar pelas formas (de alto ao térreo) do Edifício Parque Verde Mar, erguido no número 6 da Avenida Vicente de Carvalho (quase na esquina da Avenida Conselheiro Nébias - foto), em 1957. Na mesma linha, outra edificação do polêmico construtor, o Edifício Enseada (Avenida Bartolomeu de Gusmão, 180), empresta linhas de vanguarda à Ponta da Praia.