Santos forma primeira turma de profissionais da Atenção Primária para fortalecer atendimento em saúde mental
A Secretaria de Saúde de Santos forma, nesta sexta-feira (17), a primeira turma de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) capacitados pelo Programa de Fortalecimento da Saúde Mental. A iniciativa amplia a capacidade de acolhimento nas policlínicas para pessoas com sofrimento mental e emocional leve, fortalecendo o atendimento oferecido à população.
A solenidade será realizada das 10h15 às 12h, na Universidade São Judas, localizada na Rua Comendador Martins, 52, na Vila Mathias.
Ao todo, 49 profissionais concluem a formação, entre agentes comunitários de saúde (ACS), técnicos de enfermagem (TE) e outros trabalhadores das unidades básicas de saúde. Com a capacitação, eles passam a oferecer acolhimento qualificado, com escuta estruturada e identificação precoce de pessoas que necessitam de acompanhamento em saúde mental.
O programa é desenvolvido pela Secretaria de Saúde, em parceria com a ImpulsoGov, organização sem fins lucrativos e suprapartidária que apoia gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) na qualificação da gestão e das políticas públicas por meio do uso estratégico de dados e tecnologia.
Em Santos, o projeto teve início em agosto de 2025, com formação teórica e prática supervisionada das equipes da Atenção Primária. Os atendimentos estruturados começaram em novembro do mesmo ano.
ESTRATÉGIA DE CUIDADO
O programa é baseado em três pilares. O primeiro consiste na realização de um acolhimento estruturado, permitindo que os profissionais façam uma escuta qualificada e identifiquem sinais de alerta tanto nas policlínicas quanto durante as visitas domiciliares.
Outro eixo é a estratificação de risco, metodologia que possibilita diferenciar situações de sofrimento psíquico leve dos casos de maior gravidade. A partir dessa avaliação, o paciente é encaminhado ao serviço mais adequado da rede municipal, seja para consulta médica na unidade básica de saúde ou para atendimento especializado na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
O terceiro pilar é o acompanhamento contínuo dos usuários acolhidos. Além do monitoramento pelas equipes de saúde, os pacientes podem ser inseridos em grupos terapêuticos realizados nas policlínicas, favorecendo a recuperação, a promoção da saúde mental e a redução dos sintomas.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS https://brasil.un.org/pt-br/sdgs