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Alunos de escola de Santos participam de circuito psicomotor

Publicado: 28 de maio de 2026 - 12h19
Atualizado: 28 de maio de 2026 - 12h36

A UME Florestan Fernandes I (Embaré) realizou um circuito psicomotor de esportes adaptados, desenvolvido em parceria com a Faculdade de Educação Física e Esportes (FEFESP), da Universidade Santa Cecília. A atividade, feita nesta quarta-feira (27), integrou a programação da Semana Municipal do Brincar e fez alusão ao Dia do Desafio. A iniciativa reuniu mais de 320 alunos, entre 6 e 12 anos. 

O circuito contou com diferentes estações de atividades adaptadas como atletismo para pessoas com deficiência visual, exercícios de cognição relacionados à deficiência visual, dinâmicas de expressão corporal e mímica, além de modalidades como lutas adaptadas, vôlei sentado e basquete em cadeira de rodas. Todas as atividades tiveram o acompanhamento dos profissionais da escola e dos universitários do 5° semestre da FEFESP.  

Segundo a diretora da unidade, Adriana Aparecida Magalhães Nascimento, a ideia do circuito surgiu após conversas com o professor Márcio Rodrigues dos Santos, da seção de projetos educacionais especiais (Seproje), da Secretaria de Educação (Seduc). “O foco principal da escola é trabalhar a inclusão, pois temos cerca de 40 crianças com deficiência. Ele teve a ideia que foi abraçada imediatamente pela equipe gestora”.

Ainda de acordo com a diretora, as atividades inclusivas ajudam no desenvolvimento da empatia, do respeito à diversidade e do senso de comunidade entre os estudantes. Ela também destacou que os alunos com deficiência ganham mais autonomia e a construção psicomotora e social.

O professor Márcio explicou que o objetivo do projeto foi mostrar aos estudantes diferentes formas de convivência e aprendizagem por meio do esporte adaptado. “O esporte pode ser uma ferramenta de cidadania, que contribui nesse processo de inclusão”, destacou. 

No decorrer da atividade, os alunos puderam vivenciar diferentes experiências. No atletismo paralímpico, por exemplo, as crianças atuaram como guias de colegas com deficiência visual. Já nas dinâmicas relacionas as Surdolimpíadas, trabalharam a leitura labial, expressão corporal e introdução a Libras.

No ginásio, as modalidades de vôlei sentado, basquete em cadeiras de rodas e lutas adaptadas proporcionaram aos estudantes práticas ligadas à mobilidade e à acessibilidade. “O mais recompensador foi a alegria e a consciência que as crianças obtiveram no processo de inclusão”, completou Márcio. 

O circuito também reforçou o trabalho contínuo da unidade com a inclusão no ensino regular. Atualmente a escola conta com profissionais especializados e profissionais de apoio escolar inclusivo para garantir a participação integral e a aprendizagem significativa dos estudantes com deficiência. 

 

Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS.