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Campanha contra a tuberculose será permanente em Santos

Publicado: 1 de abril de 2026 - 16h59
Atualizado: 1 de abril de 2026 - 17h00
card do evento #paratodosverem

A Prefeitura de Santos manterá a população em alerta para a tuberculose de forma ininterrupta: todas as policlínicas e o Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas exibirão cartaz e banner sobre os sintomas da doença em locais com grande circulação de pessoas. 

Paralelamente, os munícipes que participam dos conselhos locais e grupos de atividades coletivas receberão a arte do cartaz via WhatsApp, para que possam compartilhar entre as pessoas de seu convívio. A medida é da Secretaria de Saúde, a partir de sugestão da Comissão Municipal de Enfrentamento da Tuberculose.

O objetivo é ampliar a atenção para a doença e, consequentemente, o número de exames pelas pessoas que apresentam sintomas, principalmente tosse persistente por três semanas ou mais, e as pessoas que convivem com elas, mesmo que assintomáticas.

“A tuberculose é uma doença que pode acometer qualquer um e é importante manter a vigilância e o autocuidado. Ainda há muito estigma e desinformação que, certamente, colaboram para que ainda tenhamos muitos casos da doença. A ampliação dos exames pode aumentar o número de casos registrados, mas certamente seremos mais assertivos no tratamento e combate à tuberculose”, destaca o secretário de Saúde, Fábio Lopez.

Em 2026, Santos registrou 71 casos novos de tuberculose e 29 retratamentos.


DESINFORMAÇÃO

Mitos em relação à tuberculose:

Doença só acomete quem tem HIV

Só incide em populações vulneráveis nos aspectos socioeconômicos

A infecção pode se dar por compartilhamento de objetos

Só afeta os pulmões

Tuberculose sem sintomas não é transmissível

A vacina BCG garante a imunização para a vida toda.


COMO RECONHECER

O principal sintoma da doença é a tosse persistente, seca ou com secreção. Podem aparecer ainda febre durante o período da tarde, suor noturno, emagrecimento e falta de apetite.

A recomendação é sempre que houver tosse persistente há pelo menos três semanas, a pessoa desconfie de tuberculose.

Para ter o diagnóstico, basta ir à policlínica de referência do local de moradia e conversar com a equipe técnica – não é necessário agendamento de consulta. Após avaliação, será colhida secreção (escarro) em um pote estéril.

Essa amostra será encaminhada para análise laboratorial. Havendo confirmação da hipótese diagnóstica, o tratamento, com duração de pelo menos seis meses, é iniciado imediatamente. É importante realizá-lo corretamente até o fim.

Caso seja interrompido antes do previsto, a doença não terá sido efetivamente combatida, haverá recidiva, que tende a se tornar resistente ao medicamento anteriormente utilizado, havendo necessidade da adoção de uma nova terapia.

PREVENÇÃO

É importante manter os ambientes arejados, pois o bacilo é sensível à luz solar e a circulação do ar dispersa as partículas infectantes. Pessoas com suspeita de contaminação ou caso confirmado da doença devem usar máscaras até que o exame indique que o paciente não possui risco de transmissão. Pessoas imunossuprimidas são mais vulneráveis à infecção da tuberculose.


Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS