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Vistoria voltada à acessibilidade aprova unidades do Parque Palafitas

Publicado: 30 de abril de 2026 - 15h55
Atualizado: 30 de abril de 2026 - 22h32

Com o objetivo avaliar as condições estruturais do espaço e garantir que o projeto atenda, de forma prática, às necessidades de pessoas com deficiência, o Parque Palafitas recebeu uma vistoria técnica voltada à acessibilidade, para que tudo esteja adequado na entrega. A visita reuniu representantes da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), do Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Condefi) e da Defesa Civil de Santos.

Foram aprovadas as soluções pensadas para promover autonomia e mobilidade. O conjunto conta com rampas de acesso amplas, corrimãos em duas alturas e travessias de pedestres niveladas, conectando a calçada do empreendimento à Praça da Cidadania sem desníveis. A medida facilita a circulação de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, sem comprometer o fluxo de veículos ou o escoamento de águas pluviais.

Na parte interna, quatro unidades habitacionais foram totalmente construídas de forma acessível. As moradias possuem portas e espaços planejados para o giro de cadeiras de rodas, além de cozinhas e áreas de serviço com pias e tanques acessíveis. Os banheiros também são adaptados, e até elementos como janelas e quadros de força foram pensados para permitir o uso com mais autonomia pelos moradores.

Além das melhorias estruturais, o projeto também respeita as características do bairro, mantendo a lógica das palafitas sobre o mangue, mas com mais segurança e qualidade.

Um ponto importante do processo foi a participação direta de pessoas com deficiência desde o planejamento até a execução. A CPA acompanhou o desenvolvimento do projeto e contribuiu com avaliações práticas durante a obra.

Para Cristiane Zamari, coordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência, essa escuta é fundamental para garantir que as soluções não fiquem apenas no papel. Testar, ouvir quem utiliza e ajustar o que for necessário são os três principais pontos.

A iniciativa está alinhada ao que prevê a Lei Brasileira de Inclusão, que garante à pessoa com deficiência o direito à moradia digna como parte essencial da vida independente. A legislação estabelece prioridade no acesso a programas habitacionais públicos ou subsidiados, com a reserva mínima de 3% das unidades, além da obrigatoriedade de acessibilidade nas áreas comuns e adaptação das unidades térreas.

A arquiteta Daniella Yamana, representante da Seinfra na comissão, também destacou que a acessibilidade precisa ser tratada como parte central dos projetos públicos. “Não é só uma questão técnica, é garantir que a cidade funcione para todo mundo. No Parque Palafitas, isso aparece desde as áreas externas até as unidades habitacionais, mostrando um cuidado real com os moradores e evitando adaptações futuras”.

 

 

Esta iniciativa contempla os itens 10 e 11 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades; Cidades e Comunidades Sustentáveis. Conheça os outros artigos dos ODS