Mutirão contra a dengue vistoria mais de 1,6 mil imóveis em Santos
Mutirão contra a dengue na Vila Belmiro, da Secretaria de Saúde de Santos, visitou 1.642 imóveis na quarta (25) e quinta (26), eliminando 69 focos com larvas do mosquito Aedes aegypti.
As larvas estavam em balde, lixeira, galão de água, aquário, piscina, lata, prato e vaso de planta na água e ralo externo. Foram registradas 96 recusas da entrada dos agentes nos imóveis.

Em decorrência de uma semana de muito sol e fortes ondas de calor, a chefe dos agentes de combate a endemias, Ana Paula Favoreto, destacou que, mesmo sem chuvas, as vistorias são essenciais por conta dos criadouros gerados pelos próprios munícipes.
“Lavar o quintal, regar a plantinha, reservar água em galão, falta de limpeza em fontes ornamentais. Muitos fatores podem gerar um criadouro que não a chuva, principalmente pelas nossas ações dentro de casa”, explicou a profissional.
Ela ainda deixa um alerta aos moradores que possuem imóveis no bairro. “A característica dos imóveis no bairro são de possuírem edículas (uma construção secundária, normalmente localizada nos fundos do terreno e separada da casa principal), onde normalmente há banheiros fechados há muito tempo e ralos sem limpeza adequada. É importante fazer a manutenção e jogar sal grosso ou água sanitária nos ralos”.
Entre os imóveis visitados, um estabelecimento de estética automotiva satisfez os agentes por se tratar de um serviço que essencialmente utiliza grande volume de água, e não apresentou irregularidades.

“Serve como mais um alerta para a gente ficar de olho. Às vezes passa algo despercebido por nós na limpeza, então a vistoria dos agentes é importante para nos deixar mais alerta. Principalmente aqui que mexemos muito com água, sempre verificamos depois de concluirmos um serviço os pontos de água parada para tratarmos e evitar que venham mosquitos”, contou Natália Galto, empresária e responsável pelo estabelecimento.
BALANÇO
Até o momento, nos mutirões realizados em 2026, foram eliminados 781 focos com larvas de mosquito, com 796 recusas de entrada dos agentes aos imóveis. Em 2026, a Cidade registrou 172 casos de dengue e oito de chikungunya.

VACINAÇÃO
A vacinação contra a dengue continua, voltada para crianças e jovens de 10 a 14 anos. São duas doses necessárias para completar o esquema vacinal, a segunda aplicação é realizada 90 dias após a primeira.
A vacina está disponível nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Já a nova vacina, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, está sendo destinada aos profissionais de saúde.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS.