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Semana da Educação: palestra aborda riscos da tecnologia para crianças e adolescentes

16 de agosto de 2018
18h 05

Com muita atenção, o público inscrito para a palestra ‘Geração Digital – riscos das novas tecnologias para crianças e adolescentes, acompanhou a explanação do chefe da disciplina de telemedicina da Faculdade de Medicina da USP e um dos gestores do projeto Santos Jovem Doutor, Prof. Dr. Chao Lung Wen, na tarde desta quinta-feira (16), no Teatro Guarany. A atividade fez parte da programação da 30ª Semana da Educação Professor Paulo Freire.

Durante a palestra, Dr. Chao deu dicas e informações importantes sobre a utilização da internet, principalmente no celular e os vícios que o uso exagerado pode causar. “Cabe aos professores e pais refletirem com crianças e jovens de que não há necessidade de olhar o celular a todo momento, para quebrar o gatilho que o mundo digital cria em nós. Isto também serve para os adultos. Quando chegar uma mensagem não precisa ver na mesma hora, pode esperar”.

Explicou também sobre a nomofobia, nome dado à dependência ao celular e a selfities, denominação de vício de fazer selfies, além de outros perigos. “Tudo o que não é feito com cuidado é ruim. Temos que desenvolver nos alunos a maturidade para que eles possam saber se algo é bom ou não”.

Ele ainda destacou que é importante ter cuidado na hora de realizar postagens, curtir e compartilhar conteúdos nas redes sociais. “É essencial ter respeito à privacidade alheia, não divulgando coisas para agredir ninguém e nem informações sem autorização. Além disso, quanto menos se expuser melhor”.

Balanço do Santos Jovem Doutor

O especialista apresentou um vídeo com algumas fotos das atividades do primeiro semestre da quarta edição do projeto Santos Jovem Doutor, em que os estudantes e seus professores realizaram ações de conscientização contra o bullying e o cyberbullying.

De acordo com professora Ana Lopes, uma das coordenadoras executivas do projeto, cerca de 240 estudantes de 8º e 9º anos da rede municipal participam da iniciativa. Para a professora Daniele Fernandes Pena Carvalho, que acompanha a iniciativa na escola Irmão José Genésio, o projeto desenvolve a autonomia dos estudantes. “Eles aprendem a colocar em prática o que aprendem, são estimulados a ter mais curiosidade e também a ter um senso crítico mais aguçado. Aprendem a passar o conhecimento para os outros e são multiplicadores”.

EXPOSIÇÃO

O público presente pôde ver uma impressora 3D funcionando, órgãos humanos impressos pelo aparelho e os estudantes da escola Ayrton Senna falaram sobre bactérias e cuidados que devemos ter.

“Explicamos principalmente sobre o celular. É preciso limpá-lo pelo menos uma vez na semana com álcool 70% ou mais para matar os germes”, disse Yasmin Brandão, 14. Ela ainda contou sobre o quanto gosta de participar do projeto. “É um novo jeito de aprender e de olhar para as coisas. Além do conhecimento, criamos vínculos e formamos uma família”.

HISTÓRICO

Lançada em 2014, a iniciativa está presente em 16 unidades municipais. Ação tem o intuito de desenvolver atos de prevenção e promoção da saúde com estudantes, abordando temas como DST's, tabagismo, tuberculose, gravidez na adolescência, puberdade, métodos contraceptivos e acne. Para os trabalhos são utilizadas imagens tridimensionais do corpo humano, recursos de computação gráfica, educação a distância e produção de estruturas por meio de impressoras 3D. O projeto é uma parceria entre as secretarias de Saúde (SMS) e Educação (Seduc) com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Foto: Marcelo Martins

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