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Vida e obra de Rosinha Mastrângelo viram livro

6 de outubro de 2018
13h 44

A trajetória de uma mulher à frente do seu tempo, a santista Rosinha Mastrângelo, virou livro pelas mãos da historiadora Karime Moussalli Antigo, autora de Rosinha Mastrângelo – Nas Pistas de uma Construtora de Sonhos. A obra que traça o perfil vanguardista da jornalista, radialista, cronista, poeta, crítica teatral e teatróloga foi lançada na noite deste sexta-feira (5), no Teatro Guarany.

 

Contemplada em primeiro lugar no 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos, com verba do Fundo de Assistência à Cultura (Facult), o livro nasceu na época em que Karime estudava teatro. A curiosidade e paixão por Rosinha continuaram até a época da graduação. Assim, a artista tornou-se o tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso.         

“Fiz teatro por cinco anos, e sempre que passava em frente ao teatro de arena me perguntava quem era ela. A medida que fui pesquisando a história dela, fui me apaixonando por sua garra e coragem”, comentou Kamire.         

Dentre tantos momentos marcantes de Rosinha, a historiadora traçou um paralelo da trajetória da jornalista com o momento atual das mulheres na sociedade. “Ela foi uma grande líder, em um tempo onde as mulheres não exerciam cargos de chefia. Tenho certeza que a história dela serve de inspiração para todas nós”, concluiu.

 

Quem foi Rosinha Mastrângelo

Rosinha di Nájoli Mastrângelo nasceu no dia 3 de maio de 1911. Iniciou seu trabalho como jornalista em 1932, sendo uma das primeiras mulheres a trabalhar no jornal O Estado de São Paulo. Escreveu durante alguns anos, sob o pseudônimo de Pierrot Azul, crônicas sobre o carnaval e dedicou parte de sua vida à filantropia e à radiodifusão, na qual se iniciou em 1939, na Rádio Clube de Santos.

Pioneira nas radionovelas em Santos, arrebatou ouvintes durante 40 anos no ar. Também produziu programas como Teatro de Atenas e Romance para Você, que ficaram em evidência durante 11 anos, na Rádio Atlântica de Santos. Suas poesias foram publicadas em dois livros: Poemas para seus olhos e Sentimental. Em 1950, realizou o 1º Festival do Teatro Amador de Santos. Foi redatora e chefe de reportagem do jornal O Diário, até o seu fechamento em 1967.

Rosinha Mastrângelo moreeu na madrugada do dia 17 de setembro de 1986. Em homenagem póstuma, no dia 1º de setembro de 1992, durante o Festival Santista de Teatro (Festa), Rosinha Mastrângelo virou nome de teatro público, situado no Centro de Cultura Patrícia Galvão (Vila Mathias) e que atualmente encontra-se em obras.

 

Foto: Raimundo Rosa

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