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Uso do álcool em ambientes domésticos requer atenção

27 de março de 2020
18h 41

Forte aliado no combate ao novo coronavírus, o uso do álcool, seja em gel aplicado para higienizar as mãos ou líquido para higienizar superfícies, requer atenção.

O produto, na forma líquida a 70%, teve comercialização proibida desde 2002, pelos riscos de queimadura. Em virtude da pandemia, teve liberação para venda pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante 180 dias. De acordo com especialistas, o cenário social dessa liberação requer atenção especial. O álcool líquido a 70% volta às casas justamente em um momento onde as crianças estão em casa, no período de quarentena.

A chefe da Seção de Controle e Orientação em Intoxicação (Secoi) da Secretaria de Saúde, Cristiane Parmentieri Barga, orienta priorizar o uso de água e sabão. "A curiosidade nata das crianças pode causar acidentes domésticos como queimadura e incêndios. Não podemos esquecer, ainda, que o álcool a 70% é um líquido inflamável que deve ser usado com moderação. Sempre que possível, todos devem priorizar o uso da água e sabão para higienização, é uma opção muito mais segura".

A chefe da Secoi ainda explica o perigo de misturar substâncias por conta própria. "Algumas pessoas misturam produtos de limpeza e até álcool de concentração elevada com outras substâncias, por conta própria. Isso é perigoso já que, em um caso de intoxicação, não será possível saber quais foram os agentes tóxicos, e nem a melhor maneira de tratamento".

Médico plantonista da Secoi, Arthur Chioro alerta, ainda, para outros riscos do produto. "Deve-se considerar os efeitos tóxicos do álcool, pois pode resultar em irritação dos olhos e mucosas nasal e oral, tosse, dor de cabeça, falta de ar. Se ingerido, pode causar também depressão do sistema nervoso central em níveis variados, de acordo com a quantidade".

Com atenção dos adultos, a segurança pode ser garantida, conforme explica Chioro. "Crianças, pessoas com deficiência mental ou transtornos mentais graves, idosos com problemas de cognição ou alteração de comportamento não devem se aproximar do álcool. Outra dica importante é não deixar o álcool na cozinha, principalmente perto do fogão".

COMO BUSCAR AJUDA

A Secoi realiza orientação via telefone para toda a Baixada Santista e Vale do Ribeira, tanto para profissionais de saúde quanto para a população. O serviço pode ser acionado 24 horas pelos telefones 3222-2878 e 0800-7226001. Outra opção de contato é o e-mail cci@santos.sp.gov.br.

O serviço pode ser acionado também em casos de intoxicação que envolvam acidentes com itens cosméticos, produtos químicos industriais e de limpeza doméstica, picadas de cobra, escorpião e aranha. Os plantonistas dão as primeiras orientações que devem ser tomadas em cada caso e quais os serviços de saúde mais apropriados.

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