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Testes de covid-19 para pesquisa regional se encerram na sexta-feira

14 de maio de 2020
14h 33

Até esta sexta-feira (15), das 8h às 17h, equipes da Secretaria de Saúde estarão em vários pontos de Santos fazendo testes rápidos de covid-19 para a segunda fase da pesquisa que identificará, por amostragem, o percentual de pessoas que já tiveram contato com o novo coronavírus nas nove cidades da Baixada Santista.

Desde quarta-feira (13), agentes comunitários de saúde e equipes de enfermagem estão abordando pessoas escolhidas aleatoriamente, via sistema computadorizado, para participarem da pesquisa, que servirá de base para a adoção de medidas contra a pandemia nos municípios da região. A análise dos resultados desta segunda etapa deve ser divulgada na próxima semana.

A pesquisa, denominada Epicobs (Epidemiologia da Covid-19 na Região Metropolitana da Baixada Santista), é formada por quatro etapas, com intervalo de 15 dias entre cada uma. A expectativa é de que, ao final de dois meses, cerca de 10 mil pessoas diferentes sejam testadas na Baixada Santista. A compra dos testes rápidos foi financiada pelo Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista).

“Com o resultado da segunda etapa da pesquisa comparado ao da primeira, teremos a velocidade de avanço da epidemia na região”, esclarece o presidente do Conselho da Fundação Parque Tecnológico de Santos e um dos coordenadores da pesquisa, Rogério Santos. Ele explica que “os resultados destas quatro fases são fundamentais para planejar ações imediatas, não só na Saúde, mas também na Assistência Social e na Economia, além de balizar o Governo do Estado quanto à situação da Baixada Santista e as medidas de flexibilização regional".
 
Com realização da Fundação Parque Tecnológico de Santos, a iniciativa reúne mais de 40 pesquisadores de todas as universidades da região e tem apoio da Associação Comercial de Santos. Além disso, foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, do Conselho Nacional de Saúde.

COMO É FEITA

Em Santos, os munícipes escolhidos pelo sistema computadorizado recebem a visita de agentes comunitários de saúde e de equipes de enfermagem em suas residências. Estão devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual descartáveis (máscara, gorro, óculos, avental) e identificados com crachá. Todos foram treinados para a esse trabalho.

O munícipe receberá todas as informações sobre a pesquisa e um número de telefone para tirar dívidas. Caso aceite contribuir voluntariamente com o estudo, deve assinar um documento. 

Somente após concordar com a participação a coleta é iniciada. Com o uso de uma lanceta descartável, é feito um furo na polpa do dedo anelar para extrair o sangue. O resultado sai em 15 minutos. 

O exame serve para verificar, por amostragem, quantas pessoas já tiveram contato com a doença a partir da identificação de anticorpos. É diferente do exame realizado na fase de sintomas, feito a partir da coleta de secreção das mucosas nasal e oral, quando o objetivo é identificar a presença do novo coronavírus.

Os munícipes participantes responderão ainda a um questionário sobre dados pessoais como sexo, idade, profissão e informações socioeconômicas como, por exemplo, se perdeu emprego durante a pandemia. Imediatamente, as informações alimentarão um banco de dados, que também será considerado nas decisões dos governos municipais no enfrentamento ao novo coronavírus.
 

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