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Tartarugas são devolvidas ao mar

27 de dezembro de 2018
14h 47

Após quase um ano sob tratamento no Aquário, duas tartarugas verdes (Chelonia mydas) serão devolvidas ao mar nesta sexta-feira (28), na área do Parque Marinho da Laje de Santos.

Os animais, com idade entre 4 e 5 anos, aproximadamente, chegaram ao parque muito debilitados e anêmicos. Ambos engoliram lixo, principalmente plástico. No momento, o Aquário tem cerca de 15 tartarugas em tratamento – a maioria com o mesmo problema. “Eles confundem esses resíduos com alimento”, explica o veterinário Gustavo Dutra. Segundo ele, são materiais como fios de pesca, bexigas de plástico, sacos, tampas de embalagens entre outros.

De 200 tartarugas marinhas acolhidas e tratadas no Aquário nos últimos dez anos, 124 morreram e 76 foram recuperadas. Quase a metade das que morreram — 48,7% — tinha corpos estranhos no trato intestinal. Essas informações são usadas pela equipe de educação ambiental do Aquário em oficinas, cursos e palestras, além do contato com o público visitante, por meio de banners e instalações.

Em outubro, o parque inaugurou um tanque sem animais. No lugar deles, resíduos da atividade pesqueira, como anzóis, linhas e redes. O objetivo é chamar a atenção para a ‘pesca fantasma’, representada pelos equipamentos perdidos ou abandonados nos oceanos que funcionam como armadilhas para diversas espécies.

 

HÁBITOS

Animais como tartarugas têm hábitos de vida fixos: nascem em ilhas oceânicas, vivem no mar até chegar a 30 centímetros de diâmetro e, depois, passam a se alimentar em áreas costeiras. Neste estágio juvenil, chegam às regiões costeiras, tomando contato com o lixo e a poluição. A maior parte das tartarugas atendidas pela equipe técnica do Aquário tem cerca de cinco anos. Outro dano recorrente às tartarugas marinhas acolhidas e tratadas no Aquário é o trauma, geralmente causado por colisão com embarcações — 11,7% dos atendimentos.

 

AVES

No mesmo período de levantamento feito pela equipe do Aquário, 395 aves foram atendidas e 158 recuperadas. A maioria (61%) das que morreram apresentava alteração gastrointestinal; 36%, problemas respiratórios e 3%, ortopédicos. As ocorrências com aves são mais frequentes no mês de junho.

 

Foto: divulgação

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