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Surfista de Santos é vice-campeã de circuito brasileiro profissional

10 de setembro de 2019
17h 51

Atleta profissional há dois anos e com trajetória amadora de sucessivas conquistas, a surfista Júlia Santos (Fupes), 23 anos, acaba de ser vice-campeã da 2ª etapa do Circuito Brasileiro Profissional, realizado no início do mês pela Confederação Brasileira de Surfe, em São Francisco do Sul, Santa Catarina. Agora, entrou para a corrida pelo título na última etapa que ocorrerá em novembro, no Rio de Janeiro.

Referência feminina no esporte, ela teve uma performance crescente no campeonato. “Fiquei em terceiro na primeira etapa e agora estou em 2º lugar no ranking, com uma diferença muito pequena da 1ª colocada. Foram 24 atletas que disputaram o circuito”, diz Júlia, que é bicampeã guarujaense, tricampeã do circuito surfe colegial e tricampeã santista e vicentina. 

A expectativa é positiva para seu treinador há 7 anos, Pedro Souza, professor da Secretaria de Esportes (Semes) e responsável pelas atividades do Centro de Treinamento de Santos, espaço que acolhe atletas em potencial, como ela. “É um circuito importante, que dá vaga, inclusive, para a Olimpíada. A Júlia é um grande expoente da nossa região, que tem um talento absolutamente promissor. Que ela traga esse título para casa”.

Neste fim de semana, ela segue para Ubatuba, litoral norte, para participar de outra etapa do Circuito Brasileiro, da Associação Brasileira de Surfe Profissional. Para isso, seu treino é de terça a sexta-feira e se dá na ‘academia’ a céu aberto na praia - o Quebra-Mar e o Parque Roberto Mário Santini (emissário submarino). É ali que ela realiza treinos técnicos, que incluem análise de desempenho e simulação de competições, e físico, com ioga e ginástica natural.

Antes de ‘cair’ na água, Júlia coloca parafina na prancha, faz aquecimento na areia para evitar lesão e observa o mar por alguns minutos. “É preciso ver onde está a melhor onda, onde há correnteza. Estudo o mar para poder entrar, porque com ele não se brinca”, diz a atleta, que pretende conquistar mais títulos como profissional. “Meu sonho é entrar para o WCT, que é a Liga dos melhores do mundo, e ser campeã mundial. O suporte da Fupes me dá segurança para traçar planos na minha carreira”. 

     

MUDANÇA DE VIDA

Júlia começou no surfe aos 11 anos, em uma igreja chamada Surfistas de Cristo. “Tinha aulas de caratê, judô, surfe. Aos 8 anos, me interessei pela luta, mas o professor me convidou para fazer aula de surfe e me apaixonei. É uma adrenalina que senti vontade de ter outras vezes. Com 14 anos, eu já estava competindo e ganhando”. 

A partir daí, o surfe mudou sua vida e a da sua mãe, que a criou sozinha. “Depois que me tornei profissional, temos outra realidade e temos feito planos. Ela me apoia e é minha melhor amiga. Quando entro no mar nos treinos ou com amigos, passa um filme da minha trajetória até aqui e o que eu quero conquistar. Isso me estimula a sempre dar o melhor de mim”.