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Sms vai colher informações em cuba sobre o combate à dengue

20 de julho de 2001
0h 00

A Secretaria Municipal de Saúde está formulando proposta de parceria com a Universidade de Havana, por meio do Instituto de Doenças Tropicais Pedro Kouri, visando colher subsídios sobre a a epidemiologia da dengue. E deverá enviar três representantes a Cuba, em agosto, para participar de seminário com duração de 15 dias que discutirá, naquele País, o avanço da dengue nas Américas. Além de formas de prevenção, o encontro de especialistas proporcionará oficinas específicas para discutir aspectos epidemiológicos, laboratoriais e clínicos dessa doença que se apresenta como um dos grandes desafios em nossa região, e em todo o País. A dengue em Santos, segundo dados divulgados ontem pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica já atingiu este ano l0.003 casos confirmados, com base no último lote de resultados enviados pelo Instituto Adolfo Lutz. E continuam a ocorrer notificações de casos de dengue dos tipos 1 e 2, o que tem preocupado seriamente a Secretaria de Saúde, que já aprovou, em planejamento interno, 14 ações distintas nesse segundo semestre, visando conter o avanço da epidemia no próximo verão. Na próxima semana, a SMS divulgará oficialmente as novas medidas que serão tomadas pela Coordenadoria da Saúde Coletiva, entre as quais figura a aquisição máquinas de grande porte para pulverização contra os mosquitos transmissores da dengue o Aedes aegypti e ao Aedes albopictus, que são também transmissores em potencial, com o agravamento de que as fêmeas dessa última espécie transmitem a dengue aos seus ovos, o que faz nascer uma quantidade enorme de novos transmissores. Além de proliferar nos mesmos ambientes do Aedes aegypti, ou seja intradomiciliarmente, essa outra espécie também utiliza reservatórios naturais externos, tolerando grau de poluição de água maior que o Aedes. Essa informação do perigo representado pelo Albopictus, foi por dois técnicos cubanos que estão visitando a nossa Cidade, nesta semana, os doutores especialistas em doenças tropicais Nereyda Cantelar de Francisco e Hério de Jusus Toledo Vila A pulverização pelo fumacinha chegou a ser adotada alguns meses pela Sucen, mas a operação acabou sendo interrompida pelo órgão estadual com apoio do Centro de Vigilância do Estado, neste ano, em razão de prejuízos que seriam causados ao ambiente. Mas em razão do crescimento da população do mosquito, a SMS vai adotar esse controle, com base inclusive, em novas informações da área científica de outros países. ESPECIALISTAS EM SANTOS Ontem pela manhã, um representante da Secretaria de Saúde recebeu a visita de dois especialistas vindos de Cuba, que realizaram palestra em Santos, a convite do Centro de Estudos da Santa Casa Misericórdia de Santos. O tema abordado no encontro foi o Avanço da Dengue. Somente em Cuba, a dengue tipo II causou mais de 150 mortes, e o grande temor dos especialistas envolve a introdução do dengue tipo III. As variações da doença em cada local, e as particulares da dengue em cada Cidade é um dos assuntos que interessa os estudiosos, que fizeram várias perguntas ao secretário sobre a epidemia na Cidade. Nereyda Cantelar de Francisco é vice-diretora do Instituto de Doenças Tropicais Pedro Kouri, de Havana, doutora em Ciências Biológicas e especialista em Microbiologia. Recentemente, esteve na Colômbia, coordenando equipe médica cubana no combate a doenças tropicais e já realizou trabalho no Alto Araguaia para a Secretaria de Saúde do Estado de Tocantins. O epidemiólogo Hério de Jusus Toledo Vila é professor na Universidade de Havana, coordenando pesquisas epidemiológicas, enfermidades e transmissibilidade de doenças sexuais e HIV no Instituto Pedro Kouri, de Havana.

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