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Sms registra resultados positivos no controle da dengue

Publicado: 16 de abril de 2003
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Ontem (16), durante exposição de técnicos da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no II Simpósito de Controle da Dengue, ocorrido no auditório da Universidade Santa Cecilia, foi estimado que cerca de 85% da população do Município já teve contato com algum dos três tipos, 1, 2 e 3 do vírus (ou sorotipos) circulantes da dengue. Desde o início da epidemia, em 97, o Município registrou 30.2l7 casos de dengue, (sem contar os casos assintomáticos e com sintomas leves) que não chegam nos registros oficiais. Neste ano não houve epidemia. Há 235 casos positivos, o que caracteriza apenas surto. Presente ao encontro, o especialista em toxilogia Sérgio Graff não tem dúvidas de que a dengue será uma doença permanente e que exigirá controle por muitas décadas. Ele prevê ainda que o próximo segmento a ser atingido será o das crianças. O simpósio, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com apoio da Aventis/Novalgina, visou a atualização de cerca de 130 profissionais da rede da SMS, médicos, enfermeiros e chefes de seção, na epidemiologia da dengue e tratamentos adequados. Os resultados registrados em Santos no controle do vetor foi especialmente comemorado pelos coordenadores do Programa de Controle da Dengue, sobretudo porque a região apresenta condições favoráveis para a proliferação do mosquito, tais como clima, excesso de chuvas, concentração urbana e grande susceptibilidade da população à doença, já que circulam três tipos de vírus. Há, ainda, o agravante de grande parcela da população ter sido contaminada, o que aumenta o risco de casos mais graves. Várias ações da SMS tem contribuído para a queda de casos, além de a dengue, em sua série histórica, apresentar regularmente dois anos de epidemias fortes, seguido de um ano de baixa. Outro fato positivo, registrado em Santos, é que, apesar da forte epidemia do ano passado, com aparecimento de casos com manifestações hemorrágicas não ter havido nenhum óbito de morador da Cidade. Houve sete casos de dengue hemorrágica, analisados no Simpósio, (dentro dos rígidos critérios do Centro de Vigilância Epidemiológica) mas os dois óbitos registrados foram de moradores vindos da Praia Grande e Rio de Janeiro, já com sintomas avançados. A letalidade ficou alta, mas em função dos casos importados, explicou a Vigilância Epidemiológica. A atualização na forma de tratamento, que inclui hidratação e testes para detecção de casos suspeitos, como prova do laço e avaliação da pressão postural, foi um dos temas abordados no Simpósio que contou com a presença de dois especialistas convidados, o diretor médico da Toxiclin SP, Sérgio Graff e da pesquisadora do Instituto de Pesquisas Alberto Einsten, Vanda Magalhães, que está coordenando estudo de isolamento viral e mapeamento genético da dengue em Santos. Até ontem, 40 coletas de sangue, haviam sido feitas no Pronto Socorro da Zona Leste para esse estudo que tem abrangência internacional, com participação de pesquisadores do grupo Amsud -Instituto Pasteur que reúne estudiosos de Lion, França, e ainda da Argentina, Chile e Paraguai e técnicos da Usp, Einstein e outras instituições de renome do Brasil. A busca de uma vacina (para os quatro tipos de dengue) está entre as finalidades da pesquisa. Já o pesquisador Sérgio Graff abordou vários tipos de intoxicações possíveis, envolvendo medicamentos e uso de inseticidas domésticos. O uso moderado desses produtos foi recomendado pelo técnico, lembrando que, cada pessoa pode ser alérgica a um determinado componente, e isso deve ser corretamente observado. O melhor controle do mosquito, segundo Graff ainda é a eliminação de criadouros domésticos.