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Servidores de Santos são preparados para atender pessoas com deficiência

11 de dezembro de 2019
18h 20

Dar atendimento humanizado a pessoas com deficiência é respeitar o que diz a Lei Federal 13.146/2015, que garante a inclusão social e cidadania a esse público. Foi com essa preocupação que a Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), por meio da Coordenadoria de Assistência Judiciária e Orientação do Cidadão (Cadoj) e da Coordenadoria de Políticas para a Pessoa com Deficiência, realizou curso gratuito de capacitação de profissionais.

Com apoio da OAB/Santos, a iniciativa reuniu vários trabalhadores que lidam diretamente com pessoas com deficiência, como servidores municipais de vários setores, conselheiros tutelares e outros profissionais. O curso foi realizado pelo presidente da Comissão Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência do Conselho Federal da OAB, Joelson Dias.

De acordo com a coordenadora de Políticas para a Pessoa com Deficiência, Cristiane Zamari, é fundamental que os profissionais tenham um olhar diferenciado em relação a esse segmento, começando pela acessibilidade. "Sobre isso temos políticas públicas específicas que avançam cada vez mais nos próprios municipais, garantindo o direito de ir e vir".

Tomados os cuidados em relação à acessibilidade, Cristiane esclareceu também é preciso ter atenção especial à forma de se dirigir às pessoas com deficiência. "Sem preconceito, discriminação, sem aquela barreira logo de cara enfrentada por esse público".

Ainda segundo Cristiane, a principal queixa das pessoas com deficiência é o desconhecimento dos demais em relação aos seus próprios direitos. "Há particularidades na lei que ainda não são observadas. O encontro de hoje foi proveitoso e deixou um gostinho de quero mais para fazermos novas atividades no próximo ano".

Cerca de 75 pessoas participaram, entre elas, profissionais que prestam atendimento jurídico, serviços gerais à comunidade, trabalhadores de cartórios ou de setores administrativos diversos



ENVOLVIMENTO

De acordo com Joelson Dias, o envolvimento do Município nas questões relativas à lei da inclusão deve ser destacado. "É extremamente necessário que a municipalidade siga a lei para capacitar seus servidores. Isso abre espaço para um atendimento inclusivo".

Dias citou exemplos de cuidados simples como a terminologia, ressaltando que o correto é referir-se a esse público como pessoas com deficiência física, visual ou mental. E também frisou a necessidade da garantia de condições básicas de acessibilidade, tanto física como na comunicação, com tecnologia assistida nos vários locais que prestam atendimento público.

"É um esforço coletivo do poder público envolver a sociedade e promover esse tipo de capacitação. Não somente para preparar melhor os profissionais, mas também para ouvir a própria sociedade representativa sobre o que se espera dele".

 

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