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Santos recebe três áreas da União para construção de moradias

25 de novembro de 2011
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Foi assinado, no dia 25, o contrato entre SPU (Secretaria de Patrimônio da União) e prefeitura, pelo qual são transferidas para a cidade três áreas na Vila Mathias, destinadas à construção de moradias populares. Participaram da cerimônia, no salão nobre do Paço Municipal, o prefeito João Paulo Tavares Papa e representantes do órgão federal, da Cohab (Companhia de Habitação da Baixada Santista), dos movimentos pró-moradia da cidade e vereadores.

Nas glebas serão erguidas 480 unidades. A primeira delas, de 2.248,20 m², fica entre a Rua Comendador Martins e Av. Senador Feijó; a segunda, de 3.855 m², entre a Av. Washington Luís e Rua da Constituição, e a terceira, de 2.890,50 m², entre Rua da Constituição e Av. Conselheiro Nébias.

"Trata-se de grande conquista para política de habitação do município e uma vitória dos movimentos de moradias", disse o Papa, que já havia solicitado à Cohab estudos para a ocupação dos terrenos. O prefeito fez breve relato do plano habitacional da sua gestão e ressaltou que o objetivo é a construção de 7.200 unidades - 5.200 novas e 2 mil consolidações. Lembrou ainda que o programa Santos Novos Tempos possibilitará a urbanização do Dique, com solução viária, além de obras de macrodrenagem para eliminar as enchentes na Zona Noroeste.

Parceria
Segundo o diretor-presidente da Cohab, Hélio Hamilton Vieira Júnior, as unidades serão construídas em parceria com o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. "O próximo passo é aprovar o projeto na prefeitura, pois não existem mais impedimentos legais para o início das obras". Em cada um dos terrenos serão construídos prédios com 10 pavimentos, totalizando 160 unidades, além da possibilidade de instalação de comércio no pavimento térreo de cada conjunto. "Isso ajudaria na redução do valor do condomínio", afirmou Hamilton Vieira. Acrescentou que já há o compromisso de priorizar as moradias para as famílias cadastradas no Conselho Municipal de Habitação.

O coordenador da SPU, Sérgio Martins, fez breve resumo do processo, desde a desapropriação até a consolidação do repasse das áreas. Lembrou que liberação dos terrenos acontece 15 anos depois do começo das negociações entre prefeitura e SPU. Segundo ele, outras duas áreas da União
estão em fase final de liberação.

Representantes dos movimentos pró-moradias, Ana Rita Ribeiro da Silva e Maria Margarida Souza Teles destacaram a importância do repasse das áreas. "É uma luta antiga que finalmente está se tornando realidade", disse Ana Rita.

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