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Santos participa do dia d de combate à dengue

25 de março de 2002
0h 00

Sob a orientação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e apoio de voluntários, a cidade de Santos participou do primeiro Dia D de combate à Dengue, realizado no último sábado, em quase todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. A iniciativa do Governo do Estado em parceria com as prefeituras, teve como principais finalidades o aumento do nível de conscientização entre a população e a realização de blitzes à procura de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Em Santos, a ação ocorreu com a participação de 150 agentes do Programa de Controle da Dengue e a colaboração de 60 escoteiros do grupo Quebra-Mar e dos orientadores de usuários da Viação Piracicabana (os amarelinhos), que concentraram esforços em dois bairros com a maior incidência de casos. Na Zona Leste foi priorizado o bairro da Aparecida, com nove equipes, que tiveram a missão de contatar os seus 38 mil habitantes. O trabalho atingiu 70% dos quarteirões, mas a ação no bairro será completada nesta semana. Na Zona Noroeste, os 16 mil moradores do Jardim Castelo foram o alvo de cinco equipes. O pátio de recolhimento de veículos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), localizado naquela região, também foi vistoriado por técnicos do programa. SOLDADOS DO EXÉRCITO APRENDEM COM OS AGENTES DE SAÚDE O TRABALHO CASA A CASA A primeira experiência prática de soldados do Exército na luta contra a dengue, envolvendo a eliminação de criadouros de Aedes aegypti de casas e estabelecimentos comerciais, aconteceu ontem, em Santos, no bairro São Manoel, a partir das 9 horas da manhã. Em mutirões anteriores, o pessoal do Exército atuou somente como orientador, entregando folhetos e conversando com a população. Ontem, o trabalho foi em tarefas pesadas, levantando tampas de ralos, esvaziando latões com água parada, escoando água de tanques de transportadoras, subindo em escadas para ver calhas, mexendo em ralos, tal como fazem no dia-a-dia os 150 agentes do Controle da Dengue em Santos. Participaram do mutirão no São Manoel, na Zona Noroeste, seis agentes do Programa do Controle da Dengue, além dos 18 soldados e um sargento, que estiveram sob comando do tenente Ednaldo Martins de Araújo. Os agentes da Prefeitura atuaram como verdadeiros professores dos novos colaboradores. Ele fizeram a varredura nos quarteirões, conforme divisão de tarefas estabelecida pelo programa de Controle da Dengue em Santos. O bairro São Manoel apresenta o maior número de casos de dengue em Santos em relação à população existente na área, que é de 2.800 habitantes. Ontem, a Sucen também atuou com pulverização costal no bairro, agindo na favela Caminho São Manoel. Ontem o grupo atuou também no Jardim Piratininga e hoje deve dar continuidade à tarefa no Jardim Rádio Clube, com 16.500 moradores que também apresenta alta incidência de casos de dengue. A Zona Noroeste continuará a ser visitada na próxima semana. No último sábado, Dia de Combate à Dengue, a ação se concentrou no bairro Castelo. TREINAMENTO X PRÁTICA O grupo que fez sua estréia ontem na Zona Noroeste, passou por curso de treinamento teórico na última quarta-feira, no Forte Itaipu na Praia Grande. E mais 30 soldados, vindos de Taubaté serão capacitados na próxima quarta-feira, iniciando suas tarefas no dia 1º de abril. Embora os soldados ainda se mostrassem tímidos nas primeiras visitas nas residências e nos estabelecimentos comerciais, o tenente Edvaldo de Araújo acredita que a presença do Exército aumenta a credibilidade e o respeito das pessoas ao trabalho que a Secretaria de Saúde realiza. Viemos somar. A primeira visita realizada ontem no bairro, pelo agente de vetor Raul dos Santos, ao lado dos soldados Gaspar e Vargas foi numa empresa de transportes da Rua Mário Gracho, pertencente a Maurício da Silveira. Ali o agente encontrou pneus ao ar livre, mas sem larvas, já que o proprietário garantiu que à noite recolhe todos os pneus para local coberto. Os que estão com água foi em razão da chuva, explicou o empresário garantindo que vem tomando todas as cautelas, até porque ele, a esposa e a filha já tiveram dengue. Na mesma transportadora um tanque de armazenamento de óleo diesel também tinha água acumulada na base de concreto. O agente de vetor fez o esvaziamento com auxílio do próprio dono e de um funcionário, além de um soldado. Na creche Selma Helena, na mesma rua, os soldados puderam observar a forma rápida como o agente levantou ralos (com auxílio de ferramenta própria) e como localizou de forma instantânea um tambor no quintal com água dentro. Observaram ainda que o trato com a população é sempre de forma gentil, mas firme. Para Maurício Silveira, empresário da área de transportes, está mais do que na hora de todos colaborarem. E ele não tem dúvidas que o melhor convencimento é uma lei punitiva. Orientação já vem sendo dada há muito tempo. Agora a multa é o melhor caminho.

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