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Santos futebol clube completa 89 anos neste sábado

Publicado: 11 de abril de 2001
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Parabéns ao Glorioso Alvinegro Praiano! Fundado em 14 de abril de 1912, o Santos Futebol Clube divulgou o nome e as belezas da nossa Cidade aos quatro cantos deste planeta, encantando as multidões. A Vila Belmiro é ponto turístico obrigatório (faz parte da ´Linha Conheça Santos´).Os dribles de Coutinho, "o gênio da pequena área", a indescritível habilidade de Pelé, os fortíssimos chutes de Pepe, a eficácia de Zito e a velocidade de Dorval, entre muitos outros craques que vestiram a camisa do Santos, vão ficar para sempre marcados na memória e na história do futebol. Enquanto o Porto de Santos despontava como um dos maiores do mundo, escoando para o exterior a maior parte do café produzido no País, a vida social da Cidade crescia movida pelo dinheiro dos barões. Nesta mesma época, três legítimos brasileiros (Mário Ferraz, Argemiro de Souza e Raymundo Marques) apaixonaram-se pelo futebol - esporte praticado apenas por alguns descendentes de famílias inglesas-, e decidiram que já era hora de Santos possuir um clube que mostrasse a sua cara. Os três espalharam panfletos pela Cidade, convocando os interessados a participar de uma reunião no clube Concórdia. Vários nomes foram sugeridos para o novo time, como Euterpe, Concórdia, África e Brasil. Prevaleceu a sugestão simples de Antônio de Araújo Cunha: Santos Futebol Clube. As cores azul, branco e dourado, as mesmas do Concórdia, foram adotadas, em homenagem ao clube que sediou o encontro histórico. Mas, então, como é que as cores do Santos tornaram-se o preto e o branco? É que na época, era muito complicado e caro fabricar uniformes com tantos detalhes e, em 1913, foi aceita a sugestão do sócio Paulo Pelúcio, para que fosse adotado o branco, cor da paz, e o preto, da nobreza. Em pouco tempo, o Santos se tornou a equipe mais forte da Cidade. A primeira partida foi disputada em 22 de junho de 1912, contra o então poderoso da Cidade Thereza Team, formado quase todo por ingleses. O Santos venceu por 1 a 0. No ano seguinte, foi convidado a disputar o campeonato da Liga Paulista. Era a primeira vez que uma equipe de fora da Capital disputava o torneio. A estréia não foi das melhores: derrota por 7 a 1 para o Germânia, no Parque Antarctica. O segundo jogo foi contra ninguém menos que o Corinthians, a primeira partida de uma grande rivalidade histórica. Mesmo jogando fora de casa, os santistas não se intimidaram, vencendo por 6 a 3. Foi o primeiro grande feito do clube que chegaria à glória na "Era Pelé". A "ERA PELÉ" 1956. Este ano será lembrado para sempre na história do Santos. Foi quando o maior craque de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, veio de Bauru, acompanhado do pai Dondinho, também jogador de futebol (afastado dos gramados por causa de uma contusão) e pelo ex-craque da Seleção Brasileira (1934), Waldemar de Brito, que logo percebeu o excepcional talento do garoto. O contrato com a equipe foi assinado em 8 de agosto. Na ocasião, Waldemar declarou ao então presidente Athié Jorge Coury: "Este é o garoto que vai ser o maior jogador do mundo". E foi. Mas até o mais otimista dos torcedores não poderia imaginar o que aquele rapaz franzino faria pelo Santos em tão pouco tempo. Com o time comandado pelo ´Rei´, o time, que antes do fenômeno ainda lutava para se firmar entre os grandes clubes do Brasil, entrou de vez para a galeria das maiores equipes, não só do País como do mundo. Nos anos da chamada "Era Pelé", de 1956 a 1974, o time da Vila não parou de conquistar títulos. Foi dez vezes campeão paulista, duas vezes vice, cinco vezes campeão da Taça Brasil, campeão da Taça de Prata, da Recopa Mundial, bicampeão da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes. Para sorte do Santos, Pelé nasceu numa época em que os clubes podiam segurar seus craques com mais facilidade. Graças a isso, o Peixe pôde viver a fase mais brilhante de sua história. Mas para quem ousar dizer que o Santos foi só Pelé, basta olhar para os livros de história: em 1956, quando ele chegou ao time titular, o ´Peixe´ já era campeão estadual. E conquistaria o bi, naquele ano, sem o rei. Pelé foi grande, mas não foi tudo... CENTRO DE VANEY GUARDA MEMÓRIA ESPORTIVA DE SNTOS Visitar o Centro de Memória De Vaney é voltar no tempo, numa época em que os homens ainda nadavam de maiô inteiro nos Jogos Abertos do Interior. É mergulhar na magia de todas as modalidades e resgatar os desafios enfrentados pelos atletas santistas. É ter a oportunidade de ver o Rei Pelé tomando banho e até fazendo café, entre outras situações curiosas. O acervo, localizado na Praça Engenheiro José Rebouças, na Ponta da Praia, reúne jornais, revistas, livros, documentos históricos, vídeos, placas, fotos, ilustrações, objetos (bolas, flâmulas e camisas), mais de 600 troféus, além de reservar um espaço nobre sobre a vida do Rei do futebol. A chegada do menino Edson Arantes a Santos (vindo de Bauru) pelas mãos de Waldemar de Brito; seus primeiros treinos; a primeira crônica sobre o atleta, feita pelo jornalista Adriano Neiva da Mota e Silva (De Vaney). Toda a sua carreira, com feitos magistrais, está arquivada em fotos, assim como as passagens históricas, os títulos do Santos (Libertadores da América, Mundial de Clubes, Copas do Mundo, o milésimo gol), as jogadas e os gols incríveis que encantaram o mundo. Entre as relíquias do Centro de Memória, destaca-se o troféu mais antigo, de 1939, conquistado por Santos nos Jogos Abertos do Interior. Para ficar com a posse definitiva, os atletas tiveram que conquistar o campeonato por três anos consecutivos. Os visitantes poderão ver também súmulas de jogos do ´Peixe´, a faixa de tricampeão paulista, a bola do título da Libertadores e até a cópia de salvo-conduto do atacante Araken Patusca, para poder jogar no Interior, em plena Revolução de 32, entre outras curiosidades. O Centro de Memória De Vaney é vinculado à Secretaria de Esportes (Semes) e funciona, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. A entrada é gratuita. O telefone é o 3261-1980.