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Roteiro mostra a educadores a contribuição do negro e indígena na construção de Santos

17 de outubro de 2019
17h 44

Professores da rede municipal santista viraram alunos de história nesta quinta-feira (17). Eles percorreram o Centro, partindo do Outeiro de Santa Catarina, para levar para à sala de aula o que aprenderam sobre a participação do negro e do indígena na construção e no desenvolvimento de Santos. O roteiro étnico, realizado de manhã e de tarde, deu início às comemorações do Dia da Consciência Negra (20/11).

“O Outeiro, marco da fundação da Vila de Santos, durante anos forneceu pedras para o calçamento das ruas e a ampliação do porto. Entre 1880 e 1884, o médico italiano João Éboli mandou construir uma casa acastelada no bloco de rocha que restou do monte. Nesta época, foi abrigo de escravos fugidos”, contou a professora Sandra Pereira, responsável pela aplicação de lei, nas escolas municipais de Santos, que torna obrigatória a inclusão no currículo do ensino de história dos africanos, dos negros e dos indígenas no Brasil.

Sandra informou que na época da revitalização do Outeiro de Santa Catarina, em 1996, dentro das comemorações dos 450 anos da cidade de Santos, foi instalado, na lateral da praça um painel criado pelo artista santista Mário Gruber, em homenagem à população negra. Em preto e branco e ocupando uma área de 230 m², a obra foi feita artesanalmente com 1.452 azulejos decorados, apresentando rostos estilizados de negros, em diversos tamanhos.

Na sequência, a parada foi no Museu do Café para tratar da questão do indígena, por meio da análise das obras de Benedicto Calixto, em parceria da Secretaria de Educação (Seduc) com o Instituto de Preservação e Difusão da História do Café e Imigração.

IGREJA

Depois, foi a vez da igreja Nossa Senhora do Rosário, que antigamente era administrada pela Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. “Os negros não podiam entrar na igreja de brancos e muito menos ser enterrados lá dentro”, afirmou Sandra.

No Teatro Guarany, grande palco do movimento abolicionista na Cidade e no Brasil, ocorreu a última visita.

Para a professora de educação infantil, Jaqueline Mota Silva, da unidade Irmã Maria Dolores, “o roteiro foi importante porque resgata a nossa cultura, podemos incentivar nossos alunos a buscar suas identidades e conhecer suas histórias. A gente vê que Santos tem vários elementos indígenas e africanos que hoje estão apagados. Percebemos que há alunos que fazem parte de comunidades indígenas e que são de descendência africana, mas não têm conhecimento da história.”

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professores reunidos em um dos pontos visitados no roteiro #pracegover
professores reunidos em um dos pontos visitados no roteiro #pracegover

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