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Ricardo Brito é o artista por trás das cortinas do teatro

1 de novembro de 2019
12h 13

Carregador de piano. O termo muito utilizado para definir aquele que faz o trabalho mais pesado vai muito além de uma simples força de expressão no caso do servidor público Ricardo Ferreira Brito. Há 27 anos, ele faz parte do quadro de funcionários da Prefeitura de Santos, 23 deles exclusivamente dedicados à Secretaria de Cultura (Secult).

Aos 59 anos, o auxiliar de serviços gerais trabalha nos bastidores do Teatro Municipal Braz Cubas, literalmente carregando o piano e tudo aquilo que seus braços podem suportar. “Sou muito elétrico, não consigo ficar parado. Quando temos espetáculo aqui, eu e meus colegas temos que dar conta de deixar tudo pronto”, comenta o profissional, que auxilia também nas luzes, no camarim e na estrutura cênica do teatro - antes, durante e depois de cada apresentação.

Tantos anos trabalhando no Municipal renderam ao servidor a chance de ver de perto grandes estrelas do teatro: Dercy Gonçalves, Alexandre Borges, Edson Celulari, Aracy Balabanian, Ana Paula Arósio, Fernanda Torres, entre tantos outros.

De todos eles, um marcou especialmente o coração e a memória de Brito: Ary Fontoura. “Grande parte dos atores famosos são muito legais, mas o Ary chamou todo o pessoal da técnica para tomar o lanche que é oferecido no camarim junto com ele, dizendo que todos nós éramos uma grande equipe. Foi um gesto muito bonito”.

Uma temporada de trabalho e satisfação

Além de ser o mês do servidor público, outubro é também é quando se inicia a temporada de maior movimento dos teatros de Santos. “Daqui até dezembro, teremos espetáculos quase todos os dias, por conta das academias de dança que vêm se apresentar”. Apesar de o trabalho intenso, Brito não esconde sua satisfação. “Procuro fazer tudo com amor e carinho. Até quando tiver saúde vou trabalhar aqui”, comentou com ar orgulhoso.

Não é muito difícil de identificar o motivo de tanta altivez. Afinal, o aplauso do público é recompensa de todo o artista. E não importa se está apenas nos bastidores do espetáculo, trabalhar em um teatro é fazer parte de um todo, é fazer parte do show. “Quando esse teatro está lotado é a coisa mais linda. Os aplausos são para os artistas, eles merecem, mas a gente se sente satisfeito também”.

Tamanho empenho do servidor é reconhecido pela coordenação do Municipal. “Ricardo é um exemplo de profissional. Vocacionado, ele é um profundo conhecedor de palcos e seus mecanismos. Seu capricho e eficiência tornam o trabalho de todos mais fácil e seguro”, comentou Alcides Mesquita, coordenador dos teatros da Secult.

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