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Representando Santos, paratleta do taekwondo mira ouro em Tóquio

Publicado: 7 de maio de 2021
10h 12

                                            Esta é a sétima matéria da série sobre atletas de Santos que tentam vagas para Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, marcados para os meses de julho, agosto e setembro deste ano

São apenas 20 anos de idade. Mas o currículo, a dedicação e a maturidade do jovem Nathan Torquato é de gente grande. E são esses ingredientes que o tornam uma das grandes esperanças de medalha do Brasil no taekwondo dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Representando a cidade de Santos, ele se prepara para o momento mais especial da sua carreira.

Ao contrário da história de muitos paratletas, o esporte entrou na vida de Nathan quando tinha apenas três anos. Ele, que nasceu com má formação congênita no braço esquerdo, conheceu o taekwondo por acaso. "Não sei como é Nathan antes do taekwondo. Esse esporte me deu todas as coisas boas na vida", diz o atleta da Fupes.

O talento e a determinação superaram qualquer deficiência e logo ele se destacou no taekwondo convencional, se tornando o líder do ranking brasileiro na sua categoria e garantindo vaga para o Mundial de Cadetes. E foi aí que sofreu a sua maior decepção no esporte. "Classifiquei para o Mundial no Azerbaijão, fiz apresentações no semáforo para arrecadar dinheiro para viajar e chegando lá me impediram de lutar por ser deficiente físico. Nunca um paratleta tinha chegado tão longe. Acho que muitos atletas teriam desistido, mas para mim serviu de impulso".

 

O PARA TAEKWONDO E TÓQUIO

A partir de 2017, Nathan começou a brilhar no circuito paralímpico. Foram sequências de campeonatos brasileiro, Parapanamericanos, além do ouro no Open do Egito, de Las Vegas, da Austrália e dos Jogos Pan Americanos de Lima, no Peru. "Em 2018, com o mestre Rodney, me transformei em um atleta de ponta. Ele me deu muita confiança para poder chegar em alto nível".

Em março de 2020, veio a vaga para Tóquio após vencer o Qualificatório das Américas, na Costa Rica. Logo em seguida, começou a pandemia e veio o adiamento das Paralímpiadas: "Foi necessário. Eu entendi muito bem, até porque esporte é saúde. Acabou me dando mais tempo para me preparar".

Nathan destaca o papel da Fupes nessa preparação: "Mesmo durante a pandemia, nunca pararam de nos apoiar. Santos é um dos grandes responsáveis pelos resultados que obtenho. É uma cidade que represento com muito orgulho e sempre busco trazer todas as medalhas possíveis".

BUSCA PELO OURO

O lutador não esconde que seu grande objetivo é o ouro em Tóquio: "Conheço todos os meus adversários. Não terá luta fácil, porque são os melhores do mundo. Mas vejo isso como uma motivação maior. Chego muito preparado e feliz para representar minha Cidade e meu País.
Nathan também sabe que essa Paralimpíada é apenas mais um capítulo de uma longa história que trilhará no esporte e que já serve de exemplo para muitos atletas. "Meu sonho é o mesmo de quando eu tinha três anos de idade. A gente não pode banalizar o sonho de uma criança. Com apoio, disciplina e dedicação, nós conseguimos chegar lá". 

 

Galeria de Imagens

atleta dá chute no ar. Ele está a mais de dois metros de altura do chão. #paratodosverem
atleta treina chutes diante de colega que tem protetores nos braços. #paratodosverem
atleta treina chutes em colega que tem protetores nos braços. #paratodosverem
atletas treinam sobre tatame. em primeiro plano, Nathan treina dando chutes nos braços protegidos de colega. #paratodosverem

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