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Recicletas, mais uma forma correta de descarte de recicláveis no Centro. Veja galeria de fotos

Publicado: 7 de fevereiro de 2018
16h 19

Na tarde desta quarta-feira (7), dez cooperados da ONG Sem Fronteira começaram a coletar material reciclável deixado por comerciantes da região central. A iniciativa é prevista pelo projeto Recicla Centro, da Secretaria de Meio Ambiente (Semam). O lançamento foi pela manhã, em frente à Prefeitura, e contou com a apresentação das dez recicletas (triciclos com caçamba) usadas para transportar o material.

O projeto funciona da seguinte forma: o comerciante entra no site da ONG Sem Fronteira, se cadastra e informa quais dias da semana e horário gostaria que o cooperado recolhesse produtos recicláveis. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e se houver demanda, três recicletas que possuem giroflex também podem circular à noite.

A solenidade aconteceu nesta quarta-feira (7), na escadaria do Palácio José Bonifácio, com a presença do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santos, Camilo Rey, membros da diretoria, comerciantes e vereadores.

OPÇÕES

A partir de agora, as recicletas se tornam mais uma opção de descarte correto de recicláveis na Região Central, além da coleta seletiva semanal, cabendo aos lojistas aderirem a essa alternativa.

A iniciativa faz parte dos esforços da Prefeitura para organizar o setor de resíduos que, no ano passado, contou com a entrada em vigor da Lei Recicla Santos (952/2016).

A legislação gerou um aumento de 92% na coleta seletiva, se comparado o último semestre de 2016 com igual período de 2017, e um acréscimo de quase 150% no número de trabalhadores nas duas cooperativas de catadores que atuam na Cidade. 

Além das recicletas, a Semam também financiou, por meio do Fundo Municipal de Meio Ambiente, o projeto Condomínio Sustentável, que tem como objetivo levar ações de conscientização ambiental para 700 condomínios.

 

Reciclando sonhos

Paulo Adelino de Lima, 44 anos, já foi cozinheiro, embarcado, comerciante, mas o destino tomou um rumo inesperado e por dois anos ele viveu em situação de rua.

Só que, em janeiro, Adelino deu um passo importante para organizar sua vida. Saiu das ruas, está abrigado no Albergue Noturno e também em janeiro passou a ser cooperado da ONG Sem Fronteira. “É importante voltar a trabalhar, ganhar meu dinheirinho. Mais para frente eu posso alugar um quarto para morar e procurar minha família”.

O ex-motoboy Rodrigo Silva, 39, morador da Aparecida, viu na oportunidade de recolher material reciclável a chance de pôr fim aos três anos de desemprego. “Tenho dois filhos e logo vai nascer mais um. Essa chance é muito importante”.

Além de voltar a ter renda, Rodrigo disse que o fato de sua receita aumentar quanto mais recolher, é ainda mais atraente. “Isso é um estímulo para nós”.

CDL espera adesões

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santos, Camilo Rey, disse esperar a adesão da categoria e reconheceu que alguns comerciantes descartam material de forma errada. A entidade tem cerca de 100 associados atuantes.

“É importante a participação do lojista para contribuirmos para um Centro mais limpo”, disse Rey.

O secretário de Meio Ambiente, Marcos Libório, destacou que “o projeto Recicla Centro é mais uma opção para dar o tratamento correto para o lixo reciclável”.

O presidente da ONG, Marcelo Adriano da Silva, disse que a entidade compra dos coletores o material recolhido e isso se soma à renda dos cooperados, que ainda ganham uma bolsa auxílio de R$ 250,00.

Materiais recolhidos

  • Papelão
  • Metal
  • Plástico
  • Vidro
  • Isopor
  • Latinha

Projeto em números

  • 150 quilos é a capacidade média de transporte em cada viagem de recicleta
  • 250 reais é o valor da bolsa-catador paga a cada cooperado
  • 2 mil reais é o custo aproximado de cada recicleta

Bairros atendidos pelo projeto

  • Centro
  • Paquetá
  • Valongo
  • Chinês
  • Parte da Vila Mathias (da Rua Joaquim Távora em direção ao Centro).

Mais informações.

 

Fotos: Isabela Carrari

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