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Projetos santistas de mobilidade são destacados na abertura

Publicado: 7 de novembro de 2013
16h 58

Um novo capítulo da história de Santos é escrito com projetos que começam a sair do papel para a melhoria da mobilidade urbana: intervenções na entrada da cidade; VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos); túnel submerso Santos-Guarujá; túnel entre o Marapé e a Zona Noroeste; obras de macrodrenagem do ‘Santos Novos Tempos’; teleférico ligando os morros; obras na Perimetral e Porto Valongo.

Assuntos na pauta do município, eles foram apresentados nesta quinta-feira (7) pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, na abertura do Fórum Internacional de Desenvolvimento Urbano, no Teatro Guarany (Centro Histórico), como parte do projeto Inova Santos. “Este é o momento para discutir e aperfeiçoar as ações, que têm um único objetivo: melhorar a vida das pessoas. O governo local tem a obrigação de sistematizá-las, mas a participação dos órgãos federal, estadual e da sociedade civil é essencial”.

Projetos associados como o Museu Pelé; o CCO (Centro de Controle Operacional) de Santos; a instalação de ETCS, Fatecs e USP; o plano cicloviário e o Hospital dos Estivadores também foram destacados pelo chefe do Executivo no evento, que reuniu especialistas nacionais e internacionais.

Para pesquisador, a mobilidade precisa ter qualidade

A cidade é polo central na região e é preciso garantir a qualidade dos espaços de mobilidade para que toda a população tenha acesso, da criança ao idoso. Esta é a opinião do professor-pesquisador da PUC Campinas, Tomás Moreira, que falou sobre ‘Mobilidade Urbana’. “Santos hoje é uma rede, além de um território. E os nossos deslocamentos são múltiplos, não é somente da casa para o trabalho. Dessa forma, não se pode pensar na mobilidade urbana sem pensar na acessibilidade universal”.

O titular da pasta de Desenvolvimento Urbano, Nelson Gonçalves, falou sobre o processo de revisão do Plano Diretor, que a partir de sexta-feira entra na fase de audiências públicas.

 

Gestores exibem modelos de revitalização no Brasil e no exterior

 

As experiências de gestão na revitalização urbana de importantes cidades foram destacadas por especialistas do setor, durante o Painel Requalificação Urbana, no Fórum Internacional de Desenvolvimento Urbano.

O supervisor de Desenvolvimento Econômico e Social da prefeitura do Rio de Janeiro, Daniel Van Raemdonck, destacou as iniciativas de requalificação urbana do Projeto 'Porto Maravilha'. A iniciativa consiste em um programa de requalificação da região portuária, que sofreu grande degradação por falta de um incentivo às industrias e residências desde a década de 1960, em uma área de 5 milhões de metros quadrados.

 

"Nosso grande desafio é concluir todo esse empreendimento até 2016, embora o 'Porto Maravilha' não faça parte de um obra para o ciclo olímpico. Mas, aproveitamos esse momento especial pelo qual atravessa o Rio", disse Van Raemdonck.

 

O arquiteto Juan Alayo, especializado em sistemas urbanos e diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ações do 'Bilbao Ria 2000', explicou como essa entidade de administração pública conseguiu coordenar a recuperação e transformação das zonas degradadas daquela cidade espanhola que se transformou em um dos centros culturais da Europa, após atravessar grande crise econômica, há 30 anos."Há situacões em que somente em momentos de crise uma cidade consegue sair de seu estado de inércia. Esse foi o caso de Bilbao", falou o arquiteto.

 

Porto Valongo

 

O processo de revitalização urbana em Santos, mais especificamente no Porto Valongo, também foi tema de exposição durante o fórum. Pablo Lazo, diretor da Arup, empresa contratada para preparar o estudo de viabilidade do projeto, exibiu exemplos semelhantes ocorridos nas regiões portuárias de Auckland (Nova Zelândia) e Nova Iorque e apostou na inventividade dos santistas para fazer prosperar um novo modelo de mobilidade urbana. 

 

"A população dessa cidade é que faz as reinvenções acontecerem. O downhilll (descida das escadas do Monte Serrat com bicicletas), por exemplo, mostrou que a atitude e a visão de inovação estão presentes nessa cidade", disse.

 

A experiência da implementação do plano de desenvolvimento de Medellín (Colômbia), foi apresentada pelo arquiteto e ex-diretor do Departamento Administrativo de Planejamento dessa cidade, Carlos Jaramilo.  Com uma história marcada pelo baixo nível de desenvolvimento humano, atribuído ao poder de comando do tráfico de drogas na região, o município conseguiu reverter esse cenário, com um forte trabalho de gestão urbana.

 

"Tratamos de criar espaços públicos que realmente seriam úteis à população como a construção do teleférico de Medellín e a construção de colégios de extrema qualidade totalmente públicos", exemplificou.