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Projeto realizado em escolas municipais é apresentado em congresso internacional na USP

13 de novembro de 2018
13h 06

O Memórias em Rede, projeto desenvolvido nas escolas Mário de Almeida Alcântara (Valongo) e Avelino da Paz Vieira (Vila Nova), foi apresentado nesta segunda-feira (12) no 2° Congresso Internacional de Comunicação e Educação e 8° Encontro Brasileiro de Educomunicação, que segue quarta (14), na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). 
A iniciativa santista, que visa transformar estudantes em ‘cidadãos-repórteres’ em busca de histórias pessoais de antigos moradores que revelem sua afetividade pela Cidade, foi demonstrada no grupo temático ‘Protagonismo Juvenil - protagonismo pela Educomunicação, no movimento social, no ensino fundamental e na universidade', ao lado de outros projetos e pesquisas desenvolvidas em São Paulo (capital), Presidente Prudente (SP),  São João Del Rei (MG) e São Francisco de Paraguaçu (BA).
"Além de compartilharmos nossa experiência desenvolvida em Santos,tivemos a oportunidade de conhecer outras iniciativas de sucesso na perspectiva da Educomunicação realizadas em comunidades quilombolas e em escolas públicas e privadas", disse uma das educomunicadoras do Memórias em Rede, Ivone Rocha.
O evento, promovido pelo Núcleo de Comunicação e Educação da ECA-USP e pela Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom),reúne especialistas, profissionais e pesquisadores de todo o Brasil e de países como Estados Unidos, Espanha, Itália, Canadá, México, Peru, Colômbia, Argentina, Guiné Bissau, entre outros.

COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA

 

Iniciado em agosto deste ano, o Memórias em Rede conta com a participação de 30 estudantes entre 11 e 14 anos das duas escolas - Avelino e Mário. É realizado pelo Instituto Devir Educom e conduzido pelos princípios da Educomunicação com apoio nos recursos da comunicação e da tecnologia. O objetivo é promover o protagonismo de jovens e a troca de conhecimento entre gerações. Em etapa futura, os adolescentes revelarão a toda sociedade santista a história não-oficial dos lugares de Santos, como ruas, praças, esquinas e edificações que tenham valor afetivo ao morador, significando e ressignificando o espaço público.
Ao ‘brincarem’ de ser jornalistas, editores, produtores ou técnicos, exercitarão a cidadania, resgatarão a autoestima e desenvolverão o sentido de pertencimento por onde vivem. As atividades, que incluem oficinas de memória social, jornalismo, fotografia, mídias sociais e edição de vídeos, entre outras, transcorrem na perspectiva da transdisciplinaridade, acompanhando o currículo escolar. Tudo resultará em um livro digital interativo construído de forma coletiva e colaborativa com as diferentes linguagens.
O projeto conta com a parceria da Associação de Pais e Mestres (APM) das duas escolas e da Escola SuperGeeks de Santos, e apoio da ABPEducom. Informações: memoriasemrede2018@gmail.com

 

 

Foto: Susan Hortas