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Projeto Memórias em Rede aborda importância de nome e data de nascimento

4 de agosto de 2018
14h 44

Ao nascer, toda pessoa recebe um nome, que passa a ser sua identidade. Ele é o reconhecimento do sujeito como alguém que existe no mundo. De forma lúdica, esse foi o tom da primeira oficina do projeto Memórias em Rede, realizada sexta-feira (3) com alunos das escolas Mário de Almeida Alcântara (Valongo) e Avelino da Paz Vieira (Vila Nova), que ainda refletiram sobre o valor da data de nascimento.

O projeto promovido pelo Instituto Devir Educom propõe que os estudantes, na função de “repórteres”, busquem histórias particulares de anônimos, antigos moradores, que revelem sua afetividade pela Cidade. E, para isso, trabalharão, primeiramente, as memórias e os afetos individuais e do grupo.

“Será um trabalho em processo, com aprofundamento, partindo de dentro, do coração de cada um, para fora da sala de aula e da escola, para o território. Tudo de forma coletiva com o apoio dos recursos da Comunicação e da Tecnologia”, afirma a educomunicadora do Instituto, Ivone Rocha.

A iniciativa é conduzida pelos princípios da Educomunicação e visa promover o protagonismo de jovens e o encontro entre gerações. O intuito é revelar aos adolescentes e à sociedade santista a história não-oficial dos lugares de Santos, como ruas, praças, esquinas e edificações que tenham valor afetivo ao morador, significando e ressignificando o espaço público.

“Vejo nesse projeto a oportunidade de nossos alunos serem protagonistas nos relatos das histórias e memórias do bairro em que residem, propiciando vivências para uma futura escolha profissional”, afirmou a diretora da escola Avelino da Paz Vieira, Cristina Barletta.

Para a coordenadora pedagógica da escola Mário de Almeida, Virgínia Pires da Silva, o projeto é significativo não só no resgate das memórias, mas no entendimento do pertencimento. ”Acredito que eles terão outro olhar para sua região, que foi construída por parentes, vizinhos ou pessoas que eles tiveram alguma relação ou privilégio de conhecer e que recordam de forma amorosa sobre a escola, o bairro, a região, a praça, o morro, as vielas ou uma árvore. Esse resgate é significativo para que entendam que tudo tem um começo e uma história, que fazemos parte dela e que podemos transformá-la”.

Oficinas

Ao longo de dois semestres, os alunos terão oficinas de memória social, jornalismo, fotografia, mídias sociais e edição de vídeos, entre outras, que resultarão em um livro digital interativo construído de forma coletiva e colaborativa com as diferentes linguagens. As atividades transcorrerão na perspectiva da transdisciplinaridade, acompanhando o currículo escolar.

O projeto conta com a parceria da Associação de Pais e Mestres (APM) das duas escolas e da Escola SuperGeeks de Santos, e apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom). Informações: memoriasemrede2018@gmail.com.

 

Foto: Susan Hortas