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Programa santista acompanha bebês prematuros e orienta pais

Publicado:
17 de novembro de 2021
20h 05
enfermeira acompanha criança #paratodosverem

Celebrado em 17 de novembro, o Dia Mundial da Prematuridade foi criado em 2008 para abordagem de ações referentes a nascimentos prematuros, visando melhorar as condições de desenvolvimento dos recém-nascidos. Na rede municipal de saúde, serviços relacionados à prematuridade então contemplados pelo Programa de Vigilância do Desenvolvimento Infantil, iniciado em março deste ano.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que dos 3.332 nascidos na Cidade entre 1º de janeiro e 10 de novembro, 404 foram prematuros (12%) – antes da 37ª semana de gestação. Com 40 casos registrados, o Rádio Clube foi o bairro com maior incidência e, portanto, o escolhido para receber na policlínica os primeiros atendimentos ambulatoriais do programa, que acompanha bebês até os 2 anos de idade, a partir da alta hospitalar da maternidade, sempre com orientações aos pais sobre evoluções e estímulos necessários.

“O intuito é não deixar ocorrer um atraso no desenvolvimento da criança, por isso acompanhamos de perto as famílias”, relata a neonatologista Maida Foppa, explicando que os responsáveis são orientados quanto à idade gestacional dos bebês (a partir do início da gestação) e o respectivo estágio de adaptação à vida fora do útero. “Se tiver uma idade gestacional para bebê de um mês, vai ter que sustentar a cabecinha dele. Então, tem que colocá-lo numa posição em que ele ganhe esse estímulo”.

ADAPTAÇÃO

“Um prematuro sai para um mundo todo aberto. Estava lá dentro do útero encolhidinho e seguro. Quando sai antes da hora, lá na frente, pode ter um grande problema neuronal. Isso porque o desenvolvimento, inclusive sensorial, está em formação. Então, esse bebê deixa de aprender dentro da barriga da mãe. Nasce sem saber que está acontecendo. Às vezes, pode ficar mais choroso e se assusta mais fácil, pois está procurando a informação da parede do útero e não a encontra. O mundo é amplo e ele está acostumado com um lugar pequeno”, exemplifica a terapeuta ocupacional Marissa Romano.

Segundo ela, as crianças prematuras tendem a apresentar características como dificuldade de contato visual, resistência em sorrir, choro constante e intolerância a banho. “Nesses casos, a primeira coisa que os pais devem fazer é procurar o pediatra na policlínica e esclarecer todas as dúvidas. Em seguida, haverá encaminhamento para todos os serviços necessários”, diz, lembrando que, durante esse período, o colo da mãe é o melhor lugar possível para o bebê.

ABRANGÊNCIA

Segundo a enfermeira Caroline Braz, o Programa de Vigilância do Desenvolvimento Infantil não atende apenas prematuros, mas em casos de enfermidades e de vulnerabilidade familiar. “Nosso objetivo é fazer um rastreamento sobre o desenvolvimento dos bebês de risco nascidos no Município. A prematuridade é um fator importante, mas há também complicações na gestação, no parto ou no puerpério, crianças que ficaram internadas e mães que tiveram diabetes ou hipertensão na infância, além dos fatores socioambientais”.

PROGRAMA

As três profissionais formam a equipe multidisciplinar do programa desenvolvido na Policlínica do Rádio Clube. Elas atuaram também na capacitação de agentes comunitários do bairro para identificação de casos de risco em visitas às casas. O serviço já foi expandido para a Policlínica do São Jorge e Caneleira, também na Zona Noroeste.

Fotos: Raimundo Rosa

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