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Programa piloto vai aperfeiçoar atendimento a diabéticos e hipertensos

6 de agosto de 2001
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Seis unidades básicas de Saúde vão dar início, amanhã (8/7), ao programa de atendimento integrado aos hipertensos e diabéticos, aperfeiçoando a qualidade do serviço já existente, dentro de um projeto que visa reduzir a mortalidade por problemas cardiovasculares. Existe um público alvo de 38 mil pessoas, que poderá se beneficiar do atendimento com direito a medicamentos. Já matriculados na rede básica há 8.660 hipertensos e 3.275 diabéticos, mas há uma parcela significativa de pessoas que desconhecem ser portadoras. As estimativas dão conta que 30% da população sofre de hipertensão, às vezes de forma associada à diabetes. Na campanha de prevenção a diabetes mellitus e hipertensão, realizada em março e abril deste ano, foram de detectados 3.995 novos portadores de diabetes e 6.902 novos casos de hipertensos. E muitos mais casos poderão surgir, na medida que os serviços forem se aperfeiçoando. Entre as novidades no programa, figuram o atendimento por equipes multidiciplinares, grupos de discussão mensais com os hipertensos, sobre questões gerais da saúde e busca em casa, quando houver falta às consultas. O abandono ao tratamento é comum nessas doenças. Também está prevista programação de atividades físicas, num trabalho conjunto com a Secretaria de Esportes, que inclui ginástica terapêutica, tai-chi-chuan, alongamento e caminhadas. O programa prevê um controle metabólico rigoroso e encaminhamento para especialistas, tais como cardiologista, endocrinologista, nefrologista, oftalmologia, neurologista, além do envolvimento de profissionais de outras áreas, tais como nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, que estarão participando das reuniões mensais com os pacientes. A Secretaria de Saúde, salienta a importância do trabalho integrado e o investimento na saúde preventiva. A distribuição de medicamentos que constam da cesta básica também será criteriosamente acompanhada pelas unidades pilotos, razão pela qual o cadastramento no programa é obrigatório. Ou seja, só receberão os medicamentos os pacientes cadastrados, o que significa que eles terão que cumprir as atividades previstas. A avaliação do programa será feita durante um certo período, corrigindo falhas e verificando a sua qualidade, assim como o envolvimento dos pacientes. Futuramente, será estendido a outras unidades. A hipertensão atinge no Brasil mais de 30 milhões de pessoas e, em idosos com mais de 60 anos, pode alcançar até 65% dessa faixa etária. A mortalidade é alta pela doença em si como também pelas complicações decorrentes, tais como acidente vascular cerebral, coronariopatia, infartos. Já a diabetes está sendo considerada como doença de proporções epidêmicas e mal controlada. Responde por inúmeras complicações, tais como cegueira adquirida, insuficiência renal e aumenta a propensão para doenças coronarianas e derrames cerebrais. LOCAIS DE ATENDIMENTO Embora apenas seis unidades tenham sido escolhidas como pilotos, isso não significa que o atendimento aos hipertensos e diabéticos deixará de ser feito pelas demais. Todas as unidades estarão atendendo normalmente os portadores dessas doenças. E, futuramente, o que deu certo no programa piloto será introduzido nas demais unidades. As unidades piloto para o programa são Aparecida – Rua Alexandre Martins, 103 Campo Grande – Rua Carvalho de Mendonça, 607 Centro de Saúde Martins Fontes – Rua Luiza Macuco, 40 , Vila Mathias, José Menino – Rua Gaspar Ricardo s/n° Bom Retiro – Rua João Fracarolli, s/n°. Vila Mathias – Rua Júlio Conceição, 102 – Vila Mathias.