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Profissionais de maternidade de Santos são capacitados para atuar em engasgos

Publicado:
2 de dezembro de 2021
15h 04
técnico mostra técnica em boneco, observado por enfermeiras #paratodosverem

Conhecimentos básicos que podem salvar vidas. Assim podem ser definidas as técnicas de primeiros socorros para aspiração de corpos estranhos e de síndrome de morte súbita relacionada a bebês de até 2 anos (lactentes). Na manhã desta quinta-feira (2), essas manobras foram ensinadas pelo enfermeiro Washington Miranda da Cruz a um grupo de profissionais da Maternidade Silvério Fontes, do Complexo Hospitalar da Zona Noroeste.

Atuando no setor de Educação Permanente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Santos, Washington explica que o essencial é repassar aos funcionários das maternidades a maneira de se comunicar adequadamente com as pessoas (mães ou parentes) que presenciarem casos de engasgo (ingestão de corpos estranhos). "Uma mãe ou um responsável por um bebê ou idoso que consiga fazer essa intervenção, com a manobra correta de desobstrução, já vai fazer uma grande diferença".

COMO FAZER

A manobra consiste em segurar a criança de costas entre os braços e aplicar cinco golpes (com força moderada). Depois, virar o bebê e fazer compreensão cardíaca com dedos, também por cinco vezes. "Importante esclarecer que não se deve fazer a chamada busca cega, que pode empurrar o corpo estranho ainda mais para baixo".

LEGISLAÇÃO

Enfermeira do setor da Educação Permanente do Complexo Hospitalar da Zona Noroeste, Lucia Nascimento Ferrari destaca que a capacitação atende às resoluções de uma lei municipal que determina que, até fevereiro de 2022, todas as maternidades de Santos terão de capacitar funcionários para esse curso específico de primeiros socorros visando a orientação de puérperas (mães que acabaram de ter filhos) ou responsáveis de recém-nascidos.

"Nos mobilizamos para capacitar nossos profissionais para que estejam aptos a orientar a população posteriormente. Sabemos que muitos bebês têm morte súbita por conta do engasgo, e muitas mães não se sentem aptas na prevenção desses casos. Queremos que elas saiam daqui com noções do que fazer para evitar essas mortes. Aqui na maternidade serão 36 funcionários, dos turnos diurno e noturno, que serão capacitados", explica Lúcia.

A enfermeira Priscyla Sotelo considerou a capacitação "extremamente importante". "Muitas vezes, as mães chegam com os bebês para atendimento quando é tarde. É essencial que possamos fazer essa orientação de forma bem didática".

Fotos: Isabela Carrari 

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