Conteúdo
Notícias

Outeiro de santa catarina ganha sete palmeiras

Publicado: 3 de agosto de 2000
0h 00

A praça ao lado do Outeiro de Santa Catarina, entre as ruas Visconde do Rio Branco e Constituição, que está sendo reurbanizada como parte de um projeto de revitalização do Centro da Cidade, ganhou, ontem (03), sete palmeiras ´jerivá´, uma espécie nativa brasileira, que proporcionaram ao ambiente uma beleza natural, destacando ainda mais o prédio histórico do Outeiro. A operação de plantio, que começou pela manhã, se estendendo até o final da tarde, mobilizou 11 operários da empresa Empório Campestre Amazonas e chamou atenção das pessoas que passavam pelo local. Duas carretas e um caminhão Munk, com guindaste acoplado, foram utilizados para transportar as palmeiras de uma fazenda de Registro, Litoral Sul, até Santos. Os trabalhos, que exigiam cuidado especial na retirada das árvores dos caminhões, foram coordenados pelo engenheiro agronômo Carlos Eduardo Oreggia e pelo responsável do projeto paisagístico, Roberto de Sá. Cada árvore tem cerca de 14 metros de altura, pesando aproximadamente com o torrão (terra em volta) três toneladas. "Elas são uma planta brasileira e podem ser facilmente encontradas nos estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul", comentou Carlos Eduardo, observando que são conhecidas pelo nome científico 'Syagrus romanzoffiana' e seu cacho, conhecido como 'coquinho catarro', mede 1,20 metro, enquanto o tronco, ou estirpe, tem de 30 a 40 centímetros de diâmetro, e as folhas têm de dois a três metros de cumprimento. ADAPTAÇÃO As sete palmeiras permaneceram amarradas com cordas, de quatro a seis meses, para impedir uma possível queda. "O estaqueamento é necessário para não permitir que elas se soltem, já que perderam cerca de 40% de suas raízes, quando foram retiradas do local em que estavam plantadas. As covas são confortáveis para não causar problemas em seu crescimento. O engenheiro disse ainda que não haverá problema de adaptação, uma vez que essa espécie, que é rústica, não é exigente em termos de nutrientes. A praça que está sendo urbanizada, a Prodesan, terá bancos, jardins e luminárias antigas nos 1.300 metros quadrados do terreno. O piso será de mosaicos quadriculados que avançam para a calçada, proporcionando uma maior harmonia ao conjunto que será cercado por jardins.