Conteúdo

Oficinas em Santos discutem a leitura literária em sala de aula

16 de agosto de 2019
14h 47

Cerca de 400 educadores participaram, nesta sexta-feira (16), na São Judas/campus Unimonte, das oficinas 'Os desafios da leitura literária em sala de aula', no III Colóquio Linguagens na Educação, realizado pela Faculdade de Educação da USP.

A ação faz parte da 31ª Semana da Educação Professor Paulo Freire - 'Direitos de Aprendizagem: as dimensões dos saberes éticos, estéticos e políticos'.

Em uma das dez salas do colóquio, ocorreu o minicurso 'Os desafios da leitura compartilhada no ensino fundamental II”, com as professoras mestres Núbia Rinaldini e Vanessa Simon. “No ensino fundamental I (1º ao 5º ano), até se leem em sala obras inteiras, menores e menos complexas. No ensino médio, há leitura de resumos para o vestibular. E no fundamental II (6º ao 9º ano) fica um vácuo”, disse Vanessa.

No minicurso, Núbia leu um capítulo de 'O cão dos Barkerville', escrito em 1902 por Sir Arthur Conan Doyle, o mais conhecido romance com o lendário detetive Sherlock Holmes e seu ajudante Watson. Depois de ler uma parte do texto, pediu para os professores sentarem em grupos e interpretarem se as deduções de Sherlock e Watson estavam corretas. Um membro leu o restante do capítulo; outro, registrou por escrito os debates; o orador, relatou para todos, ao final, as conclusões resultantes. O tempo dado para encerramento da discussão foi de dez minutos. “Pode-se dar uma atividade deste tipo em classe, para texto investigativo.”

Vanessa destacou que os alunos costumam perguntar sobre o vocabulário durante a leitura, mas que não é bom oferecer antecipadamente um glossário. “Eles podem inferir o significado pelo contexto, como preconiza a BNCC (Base Nacional Comum Curricular).”

A professora Camila Chiara, 39, da Emília Maria Reis (Vila Belmiro), faz leitura compartilhada há cinco anos para estudantes do fundamental I. Ela acredita que a oficina mostrou estratégias interessantes para leitura literária de obras mais densas, que podem ser adaptadas para crianças. “Estou feliz porque percebi que tenho feito práticas bem realizadas. Acho que tem que começar cedo para terem o hábito da leitura e interpretação.”