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Oficina de jornalismo estimula responsabilidade e protagonismo em escola de Santos

3 de abril de 2019
18h 34
Alunos filmam, fotogravam e entrevistam uma mulher no corredor de escola. #Pracegover

MARIA FERNANDA KRELING

 

Utilizando como base a rotina do jornalismo, alunos dos 4º e 5º anos da escola municipal João Papa Sobrinho (Gonzaga) estão conhecendo, na prática, conceitos de responsabilidade, respeito, protagonismo, postura e eloquência.

A oficina de Rádio, TV e Jornal faz parte das atividades que compõem a grade curricular do turno inverso ao das aulas regulares, já que unidade é uma das escolas da Cidade que funcional em período integral.

Com média de duas horas de aulas teóricas e práticas por semana, os alunos produzirão, ao longo do ano, produtos como jornal impresso, televisivo e programa de rádio. As funções jornalísticas aprendidas são elaboração de pauta, produção, fotografia, reportagem, edição e texto e de imagem.

Desenvolvido pela jornalista Vitória Aparecida, a proposta é que os processos de planejamento e execução das matérias gerem benefícios para os demais alunos. “As crianças pensam nas fontes, idealizam as melhores perguntas, o direcionamento, as entrevistas e edição. Assim, percebemos que a informação é propagada e o conhecimento valorizado. Nesse sentido, todo mundo ganha, não apenas o grupo que produziu o material, mas sim o que foi descoberto a partir das questões levantadas”.

O projeto já tem apresentado resultados práticos. “Este é o segundo ano da oficina e é fato que eles absorvem rapidamente os conceitos. Uma das pautas que deu muito certo foi a cobertura do lançamento da escultura do Tubarão Baleia na praia. Nossa equipe foi atendida pelo ministro do Meio Ambiente com a mesma atenção que as equipes profissionais de comunicação da região”, destaca Vitória.

A jornalista detalha como as crianças se comportaram no evento que reuniu tantas autoridades. “Elas tiveram a postura de repórter, esperaram o momento certo na hora de indagar, não se intimidaram com a presença das autoridades e se posicionaram com firmeza. É motivo de orgulho saber que desempenharam a função com muita responsabilidade”.   

 

“SER EDITORA”

 

Para Mariana Gontijo, 10 anos, iniciar a oficina foi motivo de grande expectativa. “Quando eu estava no 4º ano e não tinha a oficina, via no corredor os mais velhos e achava muito legal. Esse ano estou super feliz em ser a editora do meu grupo, reviso as matérias e monto o jornal”.  

Eliana Paulo, diretora da Papa Sobrinho, destaca a relevância do projeto na formação das crianças. “A oficina propicia o desenvolvimento das diferentes linguagens na área da comunicação e, ainda, o aperfeiçoamento da leitura, da escrita e desenvoltura. Também possibilitamos que eles conheçam o que é ser um jornalista, como atua, como funciona os bastidores do jornal que assiste na televisão e isso pode auxiliar na formação e escolha de uma profissão no futuro”.

 

 

Foto: Isabela Carrari

 

 

 

 

 

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