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Obras de drenagem e limpeza de galerias já melhoram vazão das chuvas na entrada de Santos

7 de fevereiro de 2020
17h 21

As obras de reestruturação do sistema de drenagem da entrada da Cidade, ainda em andamento, e a limpeza das galerias pluviais estão entre os fatores que já contribuem para a redução do tempo de escoamento das chuvas que causam alagamentos na Avenida Martins Fontes (Saboó). Desde quarta-feira (5), a via passa por novos serviços de desobstrução de bocas de lobo (42 no total), executados pela Prodesan, sob supervisão da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp). O trabalho no local é realizado a cada dois meses ou em situações emergenciais – caso dos últimos dias.

 

No início desta semana, o volume de chuva atingiu 70 milímetros em um intervalo de uma hora e meia, quantidade suficiente para alagar a avenida. Contudo, o escoamento total ocorreu em menos de duas horas, relata o assessor técnico da Seserp, Alan Kardec Araújo. “Em outros tempos, levaria cerca de dez horas”, ele estima, referindo-se ao período anterior a 2017, ano em que foram realizadas obras de drenagem pelo Programa Nova Entrada de Santos.

 

Araújo lembra que, durante as obras, todo o sistema de passagem das águas da Avenida Martins Fontes para o estuário foi reestruturado, com acompanhamento da Serserp, que recolheu detritos das galerias durante oito meses.

 

DESOBSTRUÇÃO

Nesta quinta-feira (6), tiveram sequência os serviços junto às bocas de lobo, com uma equipe composta por dez profissionais, que retiram resíduos da caixa subterrânea  manualmente e também com auxílio de um hidrojato. “Vamos removendo a sujeira até que a água saia limpa”, explica o técnico da Seserp, contando que boa parte do material retirado é composta por lama gerada pela poeira da pista. “Mas há também folhas, garrafas PET e sacolas plásticas”, complementa.

 

Quanto ao descarte irregular de lixo nas ruas do bairro, ele alerta que o destino é quase sempre a rede de drenagem. “A força da água acaba levando tudo para as galerias pluviais, inclusive o que está em sacolas plásticas, que acabam se arrebentando no caminho”.