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Obras de Armando Sendin podem ser apreciadas na Pinacoteca

28 de abril de 2018
11h 44

O trabalho de um dos mais prestigiados artistas plásticos brasileiros, Armando Sendin, está em exposição gratuita na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão). A abertura da mostra – um apanhado dos 127 quadros e 51 peças de cerâmica doados à instituição cultural em 2014 – foi realizada na noite de sexta-feira (27).

As obras selecionadas para ocasião representam a força e a diversidade do trabalho do artista, nascido no Rio de Janeiro e radicado na Espanha, que atua como pintor, ceramista, escultor, desenhista, gravador e professor. Atualmente com 90 anos, Sendin fez quadros que ganharam espaço em museus e galerias do mundo todo, como o Palácio do Itamaraty, Museu de Arte Moderna, Pinacoteca da São Paulo e a União Panamericana, em Washington (Estados Unidos).

Na exposição que pode ser visitada até dia 13 de maio o público pode conferir a trajetória de Sendin desde o onírico até a abstração, que fizeram dele um dos maiores representantes do realismo brasileiro. A Pinacoteca Benedicto Calixto fica aberta de terça-feira a domingo, das 9h às 18h.

Trajetória - Armando Moral Sendin nasceu no Rio de Janeiro em 1928 e desde muito cedo, demonstrava seu interesse pelas artes, desenhando cenas do cotidiano. Já vivendo na Espanha, teve em seu pai o condutor para caminho da pintura, quando ele o apresentou os traços do pintor simbolista Julio Romero de Torres. Mesmo tendo cursado a Escola de Belas Artes de Priego nos anos 1940, Sendin sempre se considerou um autodidata, sem nunca negar a influência de artistas europeus.

Trazido pelos pais de volta ao Brasil, encontrou em Santos um dos seus lares, cidade que jamais saiu de seu coração. Deu início a sua vida acadêmica cursando Filosofia na Universidade de São Paulo (1945 a 1949), fez especialização em Estética com Bogumil Jasinowsky na Universidade do Chile (1950) e, como bolsista do governo francês, na Sorbonne com mestre Souriau (1950 a 1953).

Entre 1954 e 1964, deu cursos de pintura, cerâmica, escultura e desenho em seu estúdio em São Paulo - onde também realizou sua primeira mostra individual - no Clube dos Artistas em 1960. Em 1965, publicou um livro didático intitulado Cerâmica Artística e, em 1982, recebeu o Prêmio Ribeiro Couto como destaque do ano em Artes Plásticas.

Como ceramista, teve trabalhos destacáveis, dentro os quais está o painel de azulejos da Biquinha de Anchieta, em São Vicente, em colaboração a seu irmão, o também artista Waldemar Sendin. Mas foi como suas telas, entretanto, que teve maior destaque como precursor do realismo impressionista, pós movimento Pop Art. Suas obras se destacam pela precisão fotográfica das figuras, quase sempre associadas a figuras humanas, em uma temática menos fria com um toque bem pessoal.

Fotos: Marcelo Martins.

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