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Mutirão elimina 110 focos com larvas do Aedes em bairro de Santos

24 de julho de 2019
20h 01

O 16º mutirão contra o mosquito Aedes aegypti de 2019 nesta quarta-feira (24) eliminou 110 focos com larvas no bairro Ponta da Praia. Cerca de 80 agentes vistoriaram 2.779 mil imóveis, orientaram a população e eliminaram criadouros ou potenciais situações de risco de proliferação do transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

De acordo com o chefe da Seção de Controle de Vetores, Marcelo Brenna, a escolha do bairro está baseada no resultado do monitoramento das 439 armadilhas georreferenciadas (localização por coordenadas em mapa) na Cidade, que indicam semanalmente o aumento ou não da presença do vetor, e nas notificações de casos suspeitos e confirmados.

“Esta época do ano é mais tranquila, embora nosso inverno não seja tão rigoroso para impactar de forma significativa a reprodução do vetor. Em algumas armadilhas da Ponta da Praia, capturamos fêmeas do mosquito Aedes aegypti e isso faz com que tenhamos um alerta na área para mutirão, além das ações de rotina que são feitas no bairro normalmente pela equipe que trabalha vinculada à unidade de saúde”.

Nas vistorias, os agentes incluem idas ao subsolos de edifícios, onde a sombra permanente é atrativa à proliferação do mosquito. Para os moradores em geral, os mesmos lembretes sempre são destacados, como o uso de tela nos ralos e aplicação regular de produtos desinfetantes para evitar a formação de larvas. No caso das bandejas de geladeira é recomendável uso de detergente para não correr o risco de danificar o motor do refrigerador.

Um detalhe simples na prevenção foi destacado pela agente de combate às endemias, Luisa Cabreira. “Se uma larva for encontrada, é correto descartá-la em uma área seca ou em um lugar com terra. Não devemos jogar a larva em água corrente como em tanque ou vaso sanitário, senão estaremos contribuindo para a procriação do mosquito, pois ela estará em contato com a água novamente”.

POPULAÇÃO COLABORA

Para a dona de casa Ivana Loyola Ramis Pereira, que recebeu os agentes em casa, o mutirão é mais do que necessário para conscientizar a população. “Pessoas já morreram com as doenças causadas pelo mosquito e isso vem acontecendo também porque parte da população não leva os cuidados a sério. Eu tenho uma neta e tenho medo do mosquito que não transmite mais só a dengue. As pessoas precisam se conscientizar porque é fácil prevenir”.

De janeiro até o momento foram eliminados 1.130 focos em mutirões, confirmados 113 casos de dengue, três casos de chikungunya e um de zika vírus entre residentes de Santos.