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Mulheres com deficiência aprendem autodefesa

11 de dezembro de 2020
15h 05

Mais uma aula do curso de defesa pessoal “Eu me Defendo - Inclusivo”, para pessoas com deficiência, voltado exclusivamente a mulheres, foi realizado pela Prefeitura nesta sexta-feira (11), na Arena Santos. Desta vez, foram contempladas cadeirantes e deficientes visuais. Anteriormente, já haviam participado deficientes auditivas.

“A ideia é que elas possam se desvencilhar do agressor, ganhando um tempo para fugir ou pedir ajuda”, explica Fábio de Abreu, técnico de caratê da Secretaria de Esportes (Semes) e instrutor da atividade. “Demonstro técnicas de movimentos circulares e de evasão, alguns movimentos contundentes de contragolpe e saídas de enforcamento e agarrão”.

Coordenadora de Defesa de Políticas para a Pessoa com Deficiência, Cristiane Zamari entende que “as mulheres com deficiência ainda representam um segmento tímido em questão de empoderamento e garantia de direitos, por serem duplamente vulneráveis”. Segundo ela, na maioria das vezes, a agressão ocorre dentro de casa. “Essa violência acaba se naturalizando, porque elas dependem daquela pessoa para várias atividades diárias”, relata, frisando que o objetivo é garantir que “todas, independentemente das condições, tenham possibilidade de se defender”.

ADAPTAÇÃO

Devido à pandemia, as últimas aulas ocorreram com capacidade limitada de alunas – muitas necessitam de acompanhantes – e sob regras gerais de prevenção como aferição de temperatura corporal na entrada e disponibilização de álcool em gel. Os próximos cursos devem ocorrer no primeiro semestre de 2021. Mais informações podem ser obtidas aqui  ou pelos telefones 3202-1910, 3202-1884 e 3202-1911.

As atividades são realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), por meio das coordenadorias de Políticas para a Mulher e de Defesa de Políticas para a Pessoa com Deficiência, em parceria com a Semes.

ALUNA

Aos 63 anos, a aposentada Roseli Fontes participou do curso sobre uma cadeira de rodas. “Já faço capoeira adaptada e quero aprender golpes para poder me defender. A gente tem que se precaver de tudo e sair na rua antenada. Você não sabe quais são as intenções das pessoas. Se alguém vier, dá pra se desvencilhar”.

Fotos: Anderson Bianchi

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duas alunas cadeiranes olham para professor #paratodosverem
professor mostra golpe para aluna cadeirante #paratodosverem
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