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Moradores do Boqueirão são vacinados contra o sarampo

19 de junho de 2019
15h 26

Profissionais da Secretaria de Saúde de Santos percorreram, na manhã desta quarta (19), 70 imóveis do Boqueirão para o bloqueio preventivo contra o sarampo, após suspeita de caso da doença em uma jovem de 22 anos, moradora de São Paulo (Capital) cujos pais residem no bairro.

Um total de 44 pessoas com doses faltantes no esquema vacinal receberam a vacina tríplice viral (contra o sarampo, caxumba e rubéola) e houve oito recusas, entre moradores e trabalhadores nos trechos das ruas Dr. Vitor de Lamare (n° 31 a 39) e Dr. Acácio Nogueira (31 a 67) e avenida Siqueira Campos (610 a 622).

Um dos primeiros moradores da área a serem vacinados foi o publicitário Danilo Martins, 38 anos. Ele apresentou a carteira de vacinação à equipe, a qual não tinha indicação de dose contra o sarampo. “Se tem esta suspeita e eu posso me vacinar é melhor, para que assim eu fique fora das estatísticas”.

Nos imóveis onde não tinham moradores, foi deixado aviso para que procurem a Policlínica da Conselheiro Nébias (Av. Conselheiro Nébias, 514) levando a carteira de identificação para verificar a necessidade da imunização.

Adultos até 29 anos de idade devem ter tomado durante a vida duas doses da vacina; de 30 a 59 anos, pelo menos uma dose; acima de 60 anos não precisam, pois já tiveram contato com o vírus. No calendário vacinal do Ministério da Saúde, esta dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade (primeira dose) e aos 15 meses (segunda dose). A vacina é contraindicada para gestantes e bebês menores de seis meses; já pessoas com imunodepressão (pacientes com câncer, HIV e outras doenças), devem ser avaliadas pelos médicos que as acompanham.

SUSPEITA

Como a jovem mora, estuda e trabalha em São Paulo (Capital), a suspeita é de que o possível contágio tenha ocorrido nesta cidade, que vive surtos de sarampo. Ela não era imunizada contra a doença e manifestou os primeiros sintomas no dia 8 de junho, mas não precisou de internação hospitalar.

“O caso ainda não foi confirmado porque foi feito exame em laboratório particular. Nós só podemos confirmar a doença quando tivermos o resultado do Instituto Adolfo Lutz. Por isso, estamos fazendo o bloqueio preventivo no entorno da família da jovem”, explica a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras, ressaltando que foram repassadas informações à Secretaria de Saúde de São Paulo sobre o local onde ela mora e estuda para que sejam feitas ações de bloqueio.

Foto: Rogério Bomfim

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