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Mais saudáveis, produtos das feiras de orgânicos conquistam a mesa de santistas

7 de novembro de 2019
15h 12

Eles são mais saudáveis, duram mais tempo dentro ou fora da geladeira e têm sabor e aroma que se destacam dos produtos convencionais. Oferecidos pelas três feiras realizadas na Cidade, os orgânicos caíram no gosto do santista, que encontra várias opções de alimentos sem agrotóxicos, conservantes e outros aditivos químicos.

As feiras de produtos orgânicos começaram a ser montadas na Cidade em 2011, no Jardim Botânico Chico Mendes, mas ocorriam de forma esporádica. Foi a partir de 2013 que tornaram-se regulares, permitindo não apenas a venda direta entre produtores e consumidores, mas também a divulgação do conceito do aproveitamento integral dos alimentos.

As feiras passaram a ocorrer também na escola Leonor Mendes de Barros, no Gonzaga. Naquele ano, 11 edições foram realizadas e logo foi possível perceber que o consumidor, cada vez mais, buscava opções saudáveis para se alimentar.

De olho na ampliação do mercado, a Administração Municipal começou a trabalhar na ampliação do número de feiras. No ano seguinte, 28 foram montadas em quatro pontos: Jardim Botânico, Orquidário, escola Leonor Mendes de Barros e Igreja da Pompeia. E não parou de crescer, passando para 35 em 2015, 58 em 2016 e 67 em 2017. No ano passado, 114 foram montadas na Cidade, representando um aumento de 1.036% em relação a 2013.

CONSCIENTIZAÇÃO

 

“A sociedade busca cada vez mais qualidade de vida. Por isso, espaços como os da Feira de Orgânicos são cada vez mais valorizados. Lá, o santista encontra opções variadas de frutas, legumes e verduras, tal como as feiras convencionais, com qualidade e certificação de origem. Está aí o sucesso da feira, que a cada dia atrai mais visitantes”, diz o secretário de Meio Ambiente (Semam), Marcos Libório.

Segundo ele, as feiras são também um importante espaço de educação ambiental, em que a Semam pode transmitir conceitos sobre consumo sustentável, reciclagem e compostagem.

 

LOCAIS DAS FEIRAS

 

  • Jardim Botânico Chico Mendes – Rua João Fraccaroli s/nº, Bom Retiro
  • 1º e 3º domingos de cada mês, das 9h às 13h

 

  • Orquidário Municipal – Praça Washington s/nº, José Menino
  • Aos sábados, das 9h às 13h

 

  • Igreja Aparecida – Praça Nossa Senhora Aparecida, 614, Aparecida
  • Às terças-feiras, das 9h às 13h

 

Todas vendem verduras, frutas e legumes, além de mel, cosméticos e outros produtos.

 

Consumidores aprovam produtos 

Frescos, colhidos nas plantações pelos próprios produtores horas antes da feira, os produtos têm perda mínima. “A Cidade está consumindo mais orgânicos e a feira foi um impulsionador desse comportamento. Os produtos cabem no bolso do consumidor porque têm preços muito próximos do que é cobrado nas feiras tradicionais”, destaca o engenheiro agrônomo da Semam, Paulo Marco de Campos Gonçalves, que coordena as feiras orgânicas.

De acordo com ele, o consumidor que adquire produtos orgânicos é cada vez mais variado. “Não há regra para quem busca uma vida mais saudável. Mulheres com filhos pequenos, que querem oferecer alimentos sem agrotóxicos, adultos, idosos e até mesmo muitos médicos recomendam a alimentação orgânica”.

Foi exatamente o que aconteceu com o casal Eni Breda Nalesso Pereira, 73 anos, e Orlando Martins Pereira, 76. O marido, recuperando-se de um câncer de intestino, recebeu várias orientações médicas para a alimentação e, desde 2013, é consumidor fiel de alimentos orgânicos oferecidos na feira da Igreja da Aparecida. “Até o sabor é diferente. Me sinto muito melhor”, conta o aposentado.

A mulher dele, que precisou retirar da mesa alimentos com conservantes e corantes, muito comuns em enlatados e embutidos, comemora: “Toda semana saímos da feira com  dois carrinhos cheios. O que eu gasto aqui, economizo com remédios. Muitas pessoas não têm paciência para preparar comida, mas eu noto diferença. E depois que você começa a consumir, não quer parar mais”.

É o que confirma o comerciante Cícero Vieira, produtor de bananas de Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, e que semanalmente monta sua barraca nas feiras da Aparecida e do Orquidário. “A banana resiste mais sem agrotóxico. A casca pode até estar com manchas pretas, mas a polpa se mantém e ela é muito mais doce”.

RECONHECIMENTO

Reconhecido pela Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD), ele corta as bananas na mesma semana em que vai para as feiras. “Sem adubação química, elas demoram mais para se desenvolver, entre 10 e 12 meses, mas lá na frente você tem um produto mais saudável e durável. Não é uma aposta para vender orgânicos. É uma aposta de vida”.

Aos 33 anos, o professor Ives Haifig resolveu fazer essa aposta e não se arrepende. Morando ao lado da igreja da Aparecida, há seis meses começou a consumir orgânicos, preocupado com os malefícios causados pelos agrotóxicos. “Dessa forma, também apoiamos pequenos agricultores e produtores. É muito bom comprar um produto fresco e saber que é mais saudável”.

DIRETO DA PLANTAÇÃO

Já o comerciante Mario Watanabe, 70, acha que esse é o principal motivo que tem levado mais pessoas a procurarem orgânicos. Ele produz legumes e verduras em Santa Isabel, cidade a cerca de 120 quilômetros de São Paulo, e colhe direto do pé para oferecer aos consumidores. “Um dia antes da feira, já preparo tudo. As pessoas estão buscando mais nutrientes na comida e vão percebendo diferenças. A cenoura, por exemplo, aqui tem aroma”.

Galeria de Imagens

Barraca com produtos como mel, doces e outros alimentos sem conservantes. #Pracegover
Barraca com produtos de cosmética. Há pessoas olhando. #Pracegover

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