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Jovens com síndrome de Down orientam exposição em Santos

12 de dezembro de 2019
12h 38

Uma exposição sobre os direitos das pessoas com deficiência liderada por elas mesmas. Assim é a Direitos humanos para quê?, a convenção sobre os direitos humanos da pessoa com deficiência, do Memorial da Inclusão do Governo do Estado de São Paulo, que faz parte da Virada Inclusiva de Santos. Quem realiza o trabalho de monitoria e explica cada um dos totens aos visitantes são três jovens adultos que têm síndrome de Down: Rodrigo Frank Torres, 37 anos, e os noivos Samuel Sestaro, 29, e Isabela Correia, 30.

 

A mostra fica em cartaz até o próximo domingo (15), das 13h às 18h, no segundo piso do Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Senador Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias).

 

Desde a infância, esses monitores lidam com os desafios, ainda tão presentes, para a garantia de seus direitos, e ninguém melhor para sensibilizar a sociedade em torno de um tema tão importante quanto aqueles que o vivenciam e lutam por uma sociedade cada vez mais acessível e igualitária. Todos os monitores foram capacitados pelo Memorial da Inclusão para fazer o trabalho.

 

O totem preferido de Samuel na exposição é o que trata da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, da qual vários países, inclusive o Brasil, se tornaram signatários. Afinal, familiaridade com este tema ele tem de sobra, pois é autodefensor da ONU (posição em que luta pelos direitos das pessoas com deficiência) e já representou o Brasil em palestras internacionais como em Glasgow, na Escócia, onde relatou sua experiência como pessoa com deficiência.

 

“A importância das pessoas com deficiência é muito grande. Nossa função é enfrentar e quebrar barreiras e preconceitos e garantir acessibilidade”, destaca Samuel.

 

A noiva dele, Isabela, está a menos de um ano do casamento e, talvez por isso, o totem do direito à moradia seja o seu preferido. O dito popular ‘quem casa, quer casa’ lhe cai como uma luva. “Todas as pessoas com deficiência têm direito à casa própria que seja acessível e permita a independência”, afirma.

 

Rodrigo é mais um exemplo de que a deficiência não o impede de levar uma vida normal. Ele trabalha desde os 14 anos de idade e já teve incursões no esporte regional, por meio da natação, do biatlo e do triatlo. Aliás, foi o primeiro atleta com deficiência a completar uma prova de triatlo. “A nossa participação nesta exposição é muito boa, fico feliz em levar informação às pessoas e esclarecer as dúvidas. Elas saem satisfeitas, com um sorriso no rosto”.

 

A coordenadora de Defesa das Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura de Santos, Cristiane Zamari, destaca que a participação dos monitores com Síndrome de Down representa um protagonismo das pessoas com deficiência. “São pessoas dotadas de capacidades e, quando você dá a oportunidade, independentemente da deficiência, elas mostram os seus dons e potencialidades. Aqui temos três talentos que falam dos seus próprios direitos durante a monitoria”.

 

DIREITOS

Cada totem destaca um direito da pessoa com deficiência, com base na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem o lema “Nada sobre nós, sem nós”, que se relaciona à participação plena das pessoas com deficiência.

 

Todos os painéis da exposição são 100% interativos, têm textura, permitem a leitura em braile, e também são disponibilizados tablets para a comunicação em Libras. Em formatos de jogos como de caça-palavras, jogo dos sete erros, entre outros, os totens dialogam com públicos de idades diversas, inclusive com crianças.

 

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