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Joias roubadas: Caixa Econômica aceita manter canal de comunicação com órgãos públicos

24 de abril de 2018
18h 21

Os advogados da Caixa Econômica Federal (CEF) aceitaram manter o canal de comunicação com Procon, Defensoria Pública da União e Ministério Público Federal. A próxima audiência pública para continuar o diálogo entre as partes será dia 25 de maio na sede da Justiça Federal (Praça Barão do Rio Branco, 30).

A expectativa dos órgãos públicos é que o corpo jurídico da instituição financeira reflita e apresente, ao menos, respostas para os questionamentos apontados nesta terça (24) durante a primeira audiência.  O conflito envolve o pagamento das indenizações aos 10 mil clientes que tiveram suas joias penhoradas furtadas em assalto ocorrido em 17 de dezembro passado na agência do Centro. 

Este resultado aconteceu após as considerações de juízes e do Ministério Público Federal para reflexão da necessidade de aumento da indenização para os consumidores, que prevê 100% do valor do bem avaliado pela Caixa Econômica mais 50%, ao invés de altos custos com aprofundamento da avaliação dos bens que seria feita por outros peritos, custo de processos devido às ações coletivas dos clientes, multa do Procon para manter a negativa de conciliação com os milhares de clientes, entre outros.

Para o juiz da 3ª Vara Federal que atuou até poucos dias como coordenador da Central de Conciliação, Décio Gimenez, a instituição deve explicar  o porquê de optar pela não conciliação. “É uma responsabilidade nossa buscar uma solução adequada e uma ação judiciária não seria o melhor caminho para ninguém”.

Multa

De acordo com o coordenador do Procon, Rafael Quaresma, se não houver a conciliação, a Caixa Econômica será multada em R$ 9 milhões.  “Mesmo assim, isso não resolve o problema dos consumidores. Estamos confiantes para a próxima audiência que pode resultar em novo avanço nas negociações”. Parte da comissão de vereadores que acompanha esse caso também esteve presente na audiência.

 

Foto: Isabela Carrari