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Ii fórum da saúde do centro revela novos dados e propostas

18 de julho de 2001
0h 00

Já estão formadas as quatro equipes iniciais do Programa da Saúde da Família – PSF – que vão começar a atuar nos bairros que compõem a área central da Cidade (Centro, Paquetá, Vila Nova e Vila Mathias), até o final de julho. A construção de uma unidade básica do PSF, ao lado do Mercado Municipal, e a instalação do restaurante popular são algumas das ações que vão acontecer nessa região problemática. O evento está reunindo numa ampla discussão e levantamento de dados, funcionários da rede que atuam em várias coordenadorias e programas, para o diagnóstico profundo dos principais problemas que afligem a população dessa área. Os desafios: a alta mortalidade infantil, índices 5 vezes maiores de Aids e tuberculose em relação ao restante da Cidade, e uma pirâmide de natalidade e mortalidade de país de Terceiro Mundo, bem diferente do quadro geral da Cidade, onde a pirâmide vai se afunilando lentamente, mostrando que cresceu a população idosa mas com qualidade de vida semelhante aos países mais desenvolvidos. Foram apresentados gráficos e dados, expostos ontem pela Coordenadoria da Saúde Coletiva. Historicamente – ou seja há pelo menos 12 anos – o Centro vêm apresentando os piores índices de saúde, sem que houvesse uma intervenção pontual significativa do setor público na região. A SMS pretende reverter a situação e para tanto, a troca de informações e o cruzamento de dados entre os serviços é fundamental, destacou o secretário. Além das equipes do Programa da Saúde da Família, haverá braços de diversos serviços da rede atuando no Centro. A busca de um trabalho integrado, sério e com base em números confiáveis deverá ser o resultado do Fórum que terá sua terceira edição dia 16 de agosto, às 14 horas. Ontem, foram divulgados novos números, desta vez resultado da pesquisa das equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs), sobre hipertensos, diabéticos, tuberculosos, natalidade e mortalidade. Já os dados do Programa Recém-Nascido de Risco, revelaram que enquanto a taxa, no Município, de grávidas que não fazem pré-natal é de 7,5% (referente a 6.348 nascimentos, sendo 5.903 com acompanhamento), no Centro 36% não fizeram o acompanhamento e na Vila Nova 20%. Na área central, o percentual de bebês de risco é de 39%, enquanto que no restante da Cidade é de 2l,8%.

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